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Príncipe Harry segue os passos de Diana em Angola

Atravessou uma vila angolana hoje muito mais evoluída graças ao trabalho da mãe. Esteve também em Dirico onde, em 1997, Diana detonou remotamente uma mina.

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O Duque de Sussex a percorrer uma rua de Huambo, que antes era um campo de minas terrestres

O Duque de Sussex a percorrer uma rua de Huambo, que antes era um campo de minas terrestres

Foi em 1997 que a Princesa Diana, já separada do príncipe Carlos — e a meses de ser vítima mortal de um acidente de carro — se encarregou de mostrar ao mundo que os campos minados em África eram um problema que necessitava de uma solução urgente.

Esta sexta-feira, 27 de setembro, Harry, filho mais novo de Diana, seguiu os passos da mãe, literalmente. O Duque de Sussex percorreu uma agora movimentada rua de Huambo, que na década de 90 era um campo minado. O trabalho da mãe terá estado na origem da evolução deste sítio — ainda que noutros locais o problema persista e continue a matar pessoas.

Na mesma manhã, o Duque de Sussex prestou outra homenagem à mãe, ao recriar uma imagem semelhante à que ela tirou em Dirico, momentos antes de remotamente detonar uma mina terrestre, vestido também com um colete e viseira protetores. A fotografia de Diana a caminhar entre as bandeiras que alertavam para o perigo de minas tornou-se numa das mais icónicas imagens após a sua morte, no final de 1997. 

Enquanto discursava em frente a uma árvore com o nome da sua mãe, localizada na também Rua Princesa Diana, o Duque de Sussex descreveu esta viagem como “emocionante”.

“Foi muito emocionante refazer os passos da minha mãe ao longo desta rua, 22 anos depois, e ver a transformação de uma área que era insegura e desolada e agora tem uma vibrante comunidade de empresas locais”, disse, citado pelo tabloide inglês “The Sun”.

O Duque de Sussex acrescentou ainda que ia continuar a o trabalho de consciencialização sobre a existência de minas terrestre, que fazem com que cerca de 60 milhões de pessoas ainda vivam com medo, reporta o mesmo jornal.“Questiono-me se seria este o cenário, caso ela estivesse viva”, acrescentou, no discurso, numa alusão ao perigo de vida que muitas pessoas correm pela presença de campos minados.

O príncipe de 35 anos encontra-se numa viagem a África de dez dias, na companhia da duquesa de Sussex, Meghan Markle, e do filho Archie, de apenas quatro meses.

Elogiou no Instagram, num post na conta Sussex Royal, o trabalho realizado por Princesa Diana, afirmando que esta ajudou a “mudar o curso da história” ao participar na detonação uma mina terrestre.

“O duque sente-se honrado por visitar um lugar e uma comunidade que era tão especial para sua mãe e por reconhecer a sua incansável missão como defensora de todos aqueles precisavam da sua voz, mesmo que a questão não fosse universalmente popular”, pode ler-se.

De acordo com o “The Sun”, o príncipe Harry disse ainda: “As minas terrestres são uma cicatriz de guerra não curada. Ao limpar as minas terrestres, podemos ajudar esta comunidade a encontrar a paz, e com a paz vem a oportunidade.” Acrescentou: “Além disso, podemos proteger a fauna diversificada que vive no  belo rio Kuito, onde dormi ao lado na noite passada.”

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