As mulheres têm quatro vezes mais probabilidades de enviar fotografias íntimas ou trocar mensagens sexuais do que os homens. É esta a conclusão de um novo estudo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, onde um grupo de investigadores entrevistou mais de mil estudantes do ensino superior para tentar perceber os seus hábitos online.

Segundo o tabloide britânico “Daily Mail”, as mulheres têm este tipo de práticas com o objetivo de impedir que a pessoa a quem enviam as fotografias percam o interesse. Mas não só: a mesma investigação concluiu ainda que as mulheres que enviam fotografias íntimas de forma regular, acham o processo libertador e uma das formas de atingir empoderamento.

Os resultados foram obtidos através de um formulário de escolha múltipla, onde foi pedido aos envolvidos que selecionassem a última vez que tinham trocado mensagens ou fotografias sexuais online. Depois disso, pediu-se também que explicassem os motivos e concluiu-se que eram as mulheres que mais o faziam.

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No entanto, grande parte das mulheres que participou na investigação fez saber que a experiência tem tanto de positivo como de negativo. É que embora seja uma forma de empoderamento, há também a questão da objetificação do corpo feminino que fica capturado em imagens.

“As mulheres podem olhar para a troca de mensagens sexuais como uma forma de empoderamento porque cria um espaço seguro onde se sentem para exprimir a sua sexualidade e explorar o corpo. Mas o facto de haver mulheres que sentem perder o seu poder mostra que têm tanto a ganhar como a perder numa interação destas”, explica Morgan Johnstonbaugh, uma das especialistas por conduzir a investigação.

Apesar de este ser o mais recente estudo sobre o tema em questão, um outro realizado em meados de 2012 provou precisamente o contrário.

Segundo a mesma publicação, a experiência contou com a participação de 3.447 pessoas e concluiu-se que metade dos entrevistados — homens ou mulheres — enviavam imagens ou mensagens sexuais de forma voluntária e recíproca.