É cada vez mais difícil acabar com as baratas

Desinfestar a casa ou o prédio pode ser cada vez mais inútil. A resistência das baratas aos inseticidas aumentou seis vezes numa geração.

As baratas alemãs são a espécie mais comum e existem em todo o mundo

Quando chega o calor, chega com ele uma praga que desagrada a todos. As baratas têm preferência por zonas quentes e húmidas, mas nesta estação andam um pouco por todo o lado.

E, segundo um estudo publicado a 5 de junho no “Scientific Reports“, focado nas baratas alemãs, a espécie mais comum deste inseto, vai continuar a ser assim. Por muitas desinfestações que se façam aos prédios ou às casas, o mais certo é não ver qualquer resultado.

Isto acontece porque as baratas ganharam defesas e criaram imunidade e resistência a vários tipos de inseticidas. Ao longo deste estudo, que teve a duração de seis meses, os investigadores não só não conseguiram reduzir o número de baratas, mesmo combinando diferentes inseticidas, como descobriram que a resistência aos mesmos sextuplicou.

“As baratas, ao desenvolverem resistência a vários tipos de inseticidas de uma só vez, vão fazer com que seja praticamente impossível controlar estas pragas apenas com químicos”, explicou Michael Scharf, professor da Purdue University, nos Estados Unidos.

O truque de misturar inseticidas para eliminar todas as baratas que já tinham desenvolvido imunidade a um dos tipos, deixa assim de fazer sentido. Bem pelo contrário: neste estudo, quando combinados dois inseticidas, a praga teve tendência a aumentar.

Tendo em conta o estudo, e o facto de que cada barata fêmea conseguir ter cerca de 50 filhos ao longo do seu ciclo reprodutivo de três meses, percebe-se que está cada vez mais difícil controlar esta espécie.

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