Anúncios de televisão apostam cada vez mais na representação de minorias sociais

É a conclusão de um estudo, que garante também que os anunciantes que representam estas comunidades só o fazem para atrair novos clientes.

Foi feita uma análise a mais de mil anúncios de televisão, durante três meses

Jakob Owens/Unsplash

Uma análise a mais de mil anúncios de televisão, realizada durante três meses, concluiu que os anúncios no Reino Unido estão cada vez mais a apostar nas minorias sociais — como a comunidade negra ou a comunidade LGBT+. O estudo foi realizado pelo YouGov para o ramo de vendas do Channel 4.

Segundo o estudo, citado pelo jornal britânico “Daily Mail“, cerca de 37% dos anúncios contêm pessoas de etnia africana, quando só representam cerca de 3% da população britânica. Por outro lado, apenas 3% dos anúncios continham a presença da comunidade LGBT+.

Face a estes dados, o Channel 4 pediu para que estas minorias fossem mais bem representadas em anúncios, pois raramente o são e, quando o são, é de forma estereotipada. O chefe de vendas do canal, Matt Salmon, afirmou que ainda há um longo caminho a percorrer até que haja uma representação autêntica dessas minorias.

“O nosso estudo mostrou que, apesar do serviço prestado à diversidade, ainda há um longo caminho a percorrer até termos uma representação autêntica [das comunidades africanas e LGBT+] nos anúncios de televisão“, disse, citado pela “Virgin Media Television“.

O Channel 4 está determinado em mudar este panorama e, para isso, lançaram o desafio aos anunciantes para que passem a representar as pessoas dessas comunidades. Aliás, de acordo com a mesma publicação, o canal vai doar mais de um milhão de euros à representação da comunidade LGBT+ através do Prémio de Diversidade em Publicidade.

No entanto, de acordo com o “Daily Mail”, este estudo concluiu também que os anunciantes que representam estas comunidades só o fazem para atrair novos clientes. E há quem diga que estão a tentar demasiado integrar e representar estas comunidades nos anúncios de televisão.

Partilhe
Fale connosco
Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado. [email protected]