As filas de alpinistas no Monte Everest já causaram 11 mortes em duas semanas

Até agora, foram registadas 378 inscrições de pessoas interessadas em escalarem o ponto mais alto do mundo — batendo o recorde de 2018.

O Everest tem mais de oito mil metros de altura

AFP/Getty Images

O Monte Everest, que se situa entre o Nepal e o Tibete, a mais de oito mil metros de altura, está lotado de alpinistas que querem atingir o pico da montanha mais alta do mundo. O congestionamento e as longas filas na “zona da morte” já fizeram 11 mortes nas últimas duas semanas.

Ao que parece, estamos na melhor altura para se escalar o Monte Everest, pois as condições climatéricas são, dentro do possível, mais agradáveis. Devido à presença constante de operadores turísticos, as filas de alpinistas são longas — o que tem causado um elevado número de mortes num curto espaço de tempo.

Esta quarta-feira, 29 de maio, o jornal britânico “Daily Mail” escreveu que os famosos sherpas — um povo nepalês que presta auxílio aos alpinistas — foram vistos a carregar um corpo congelado. As imagens divulgadas por um dos alpinistas mostram um corpo estático com uma mão levantada. A identidade da pessoa ainda não é conhecida.

A mesma publicação indica ainda que o cineasta Elia Sakaily partilhou, na semana passada, uma fotografia em que assume a existência de um corpo pendurado numa das partes da montanha. No entanto a fotografia disponibilizada pelo jornal não se encontra nas redes sociais do cineasta.

A comemorar a primeira vez que alguém escalou o ponto mais alto do mundo, a 29 de maio de 1953, o governo nepalês não está a planear reduzir o número de autorizações para os alpinistas que queiram escalar o Everest — visto que bateram o recorde do ano passado com 378 inscrições.

De acordo com o mesmo jornal, o ministro do governo, Gokul Prasad Baskota, negou que houvesse má administração na escalada do Everest e que talvez fosse uma questão de “treino inadequado”. O que é certo é que já morreram 11 pessoas desde 16 de maio.

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