As teorias de Albert Einstein voltaram a confirmar-se quando esta quarta-feira, 10 de abril, foi revelada a primeira fotografia de um buraco negro. A imagem assemelha-se àquela que tinha sido proposta pelo físico através da Teoria da Relatividade Geral, publicada em 1915.

A teoria, que até então servia apenas de inspiração a pinturas, desenhos e ensaios académicos, foi confirmada com as imagens que mostram um anel de gás a ser engolido pelo buraco negro.

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Segundo escreve o “Observador”, este era o resultado esperado já que foi essa “a previsão que Albert Einstein fez quando postulou a Teoria da Relatividade Geral, afirmando que há regiões no Universo que distorcem o tempo e o espaço porque são de tal maneira densos que nada, nem mesmo a luz, lhes consegue escapar.”

Mas se acha que cair num buraco negro o vai fazer avançar anos sem nunca envelhecer, tal como aconteceu a Matthew McConaughey (“True Detective”) em “Interstellar”, pense novamente.

Cada buraco negro é composto por dois pontos: a singularidade e outro que o cobre, chamado horizonte dos acontecimentos. As várias teorias dizem que, ao atravessar o horizonte, a realidade tal como a entendemos seria dividida em duas: enquanto numa um indivíduo seria consumido pelas altas temperaturas, noutra permaneceria em queda livre para sempre — sem gravidade ou dor devido à distorção do tempo e do espaço.

No entanto, e dada a incapacidade da nossa mente em entender duas realidades paralelas, esta é uma teoria que ainda carece de resposta.

Outras teorias apontam para que, caso o buraco negro seja do tamanho da Terra, a força gravitacional que exerce sobre quem o atravesse será muito mais forte na zona da cabeça e mais fraca nos dedos das mãos ou dos pés.

Isto significa que, a ser possível entrar num buraco negro, um determinado corpo seria totalmente comprimido e esticado até desaparecer no vácuo. A massa energética dos buracos é tão concentrada que seria capaz de reduzir um determinado corpo ao tamanho de um átomo.

Mas haveria dor nessa desintegração? É difícil prever, mas vários especialistas dizem que não já que, após o início da queda livre, o cérebro humano perderia a função de perceber o que estava a acontecer.

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