Keith Flint era vocalista dos ingleses The Prodigy, a banda de música punk e eletrónica que gerou êxitos como “Firestarter” e “Breathe”. O cantor morreu esta segunda-feira, 4 de março, aos 49 anos. Flint foi encontrado sem vida em casa, no Essex, Reino Unido. Os colegas da banda já confirmaram que foi suicídio e lamentaram a perda.

Reconhecido pelo seu cabelo em pé e movimentos excêntricos, Keith Flint começou por ser bailarino. Em 1996 foi o vocalista do single “Firestarter”, que mostrou um novo Flint, com um visual punk, que mais tarde se tornaria a sua imagem de marca.

Foi aqui que tudo começou para Keith Flint enquanto vocalista dos The Prodigy, ao lado de Maxim Reality. “Firestarter” é o single da banda com mais sucesso de sempre nos EUA e também chegou a ser o tema mais ouvido do Reino Unido.

O cantor foi o vocalista de outros dos maiores êxitos da banda inglesa, que apareceram na cena rave underground no início dos anos 1990. Aos poucos foram introduzindo elementos do rock e do punk, o que lhes permitiu conquistar outros públicos, e vender mais de 20 milhões de discos.

Na música, Flint tinha outros projetos como o Clever Brains Frying. Fora da indústria, gostava de motas e chegou a trabalhar com uma equipa de corridas na motovelocidade. Era casado com a DJ Mayumi Kai. A banda tinha voltado recentemente de uma turné na Austrália, ainda promovendo o álbum “No Tourists”, lançado em novembro do ano passado.

Em 2018, a banda tocou no North Music Festival, no Porto, e em 2015 estiveram no NOS Alive, em Oeiras.

O que estão a dizer outros músicos de Keith Flint?

Rapidamente as mensagens e homenagens ao rei do punk começaram a surgir nas redes sociais, pela comunidade de música global. Num curto comunicado feito pela banda no Twiiter, foi salientado o papel “inovador” de Flint, “verdadeiro pioneiro” e uma “lenda”. “Nunca será esquecido”, escreveram os ingleses The Prodigy.

Segundo avança a Blitz, para Rou Reynolds, dos Enter Shikari, Keith Flint era “uma lenda. Os Prodigy foram uma das primeiras bandas para as quais abrimos, há já alguns anos, e o Keith destruiu a ideia que eu tinha de que as grandes estrelas eram arrogantes e distantes. Ele foi sempre muito querido, entusiasta e hospitaleiro”.

Ed Simons, dos Chemical Brothers, chamou “grande homem” a Keith Flint. “Estou tão triste com a notícia. Era sempre muito divertido estar com ele e ele foi muito simpático quando eu e o Tom começámos a dar concertos”.

“Muito desolado por saber da morte do Keith Flint. Um dos grandes. Melhor concerto que já vi”, disse por sua vez, Frank Turner. “Sempre que nos cruzávamos ele era amoroso. Muito querido. Um frontman incrivelmente icónico, mas muito meigo”, acrescentou a radialista da BBC, Jo Whiley.