Sofia e Carlota, 20 anos, vivem em Coimbra mas já se habituaram a uma vida de artista que as obriga a deixar a casa, a família e os amigos para trás — pelo menos durante as deslocações para eventos, concertos e gravações. Apesar de nunca terem tido formação profissional na área da música (Sofia estudou Administração Público-Privada e Carlota Marketing), foi a música que sempre as fez sonhar com o dia em que viriam a formar uma banda e percorrer o País a cantar.

Foi a pensar nisso que formaram as Lookalike, em 2018, numa clara referência ao facto de serem gémeas. Mas ambas garantem à MAGG que, na verdade, são mais diferentes do que parecem. “Seja na personalidade ou na musicalidade, somos muito diferentes. Enquanto a Carlota tem muito mais técnica vocal, eu tenho mais vibrato [oscilação de uma corda de um instrumento musical] e acabamos por nos complementar”, revela Sofia.

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E a verdade é que toda a conversa com a MAGG foi feita assim: quando uma das gémeas começava uma frase, a outra completava — talvez seja por isso que o sonho esteja a correr bem. O sonho, esse é o de cantar, compor e mostrar o que têm para dar no mercado português.

Apesar de sempre terem tido a vontade de cantar e compor, nunca surgiu o momento certo para o fazer. Mas tudo mudou quando tiverem a aprovação do pai: “Ele achou que já tínhamos crescido o suficiente e tínhamos maturidade não só para singrar neste meio, mas também para perceber a música de uma maneira diferente”, explica Carlota.

Depois de um single, há vários concertos a ser anunciados que prometem marcar um ponto de viragem na carreira das gémeas

Samuel Costa/MAGG

Agora, e com um projeto que arrancou a partir do zero, a ideia passa por fazer mais do que “cantarolar”.

“Além de cantar, queremos fazer mais do que isso. Queremos compor, fazer música e crescer com isso”, revelam as gémeas.

E são várias as vezes em que dão por si a compor no meio da rua, ou em viagens de comboio. “As pessoas não têm noção do quão complexo é o processo de gravação. Às vezes chega a ser frustrante estar em estúdio e nada sair bem, depois há outros momentos em que temos uma melodia na cabeça e gravamos no telemóvel para depois melhorar ou continuar em estúdio e tudo parece funcionar”, explicam.

Quanto às dificuldades, foram várias as que surgiram desde que iniciaram a carreira. E todas elas relacionadas ao meio da música que, segundo dizem, consegue ser cruel para quem nunca esteve nele. E a verdade é que Sofia e Carlota começaram do zero, sem nunca ter qualquer tipo de experiência.

“Começámos do zero, literalmente, e a nossa página de Instagram tem sido uma boa forma de nos darmos a conhecer. Um aliado, sem dúvida.”

Depois de um single, e com vários outros a caminho, os próximos concertos (que estão marcados mas ainda não foram anunciados) prometem ser “espetaculares” e marcar um ponto de viragem nas suas carreiras que acabaram agora mesmo de começar.

A pensar nisso, a MAGG convidou as gémeas, que se fizeram acompanhar da sua guitarrista, para interpretarem a canção “Shallow” do filme “Assim Nasce Uma Estrela”, nomeada para o Óscar de Melhor Canção Original.