Publicidade no Instagram. Celebridades veem-se obrigadas a ter mais cuidado

Ellie Goulding, Rita Ora e Zoella já aceitaram alterar a forma como fazem publicações online.

Rita Ora é uma das celebridades que admite, a partir de agora, ter mais cuidado nas suas publicações

Toda a gente sabe que as celebridades são regularmente pagas pelas marcas para anunciar os seus produtos aos milhões de seguidores que têm. No entanto, há que ter cuidado com a forma como se faz este tipo de divulgações — até porque há leis mais permissivas do que outras.

Dezasseis personalidades, com dezenas de milhões de seguidores, foram investigadas em relação à publicidade enganosa que ocasionalmente fazem nas suas redes sociais. A CNN noticiou esta quarta-feira, 23 de janeiro, que a lei de publicidade do Reino Unido não aceita este tipo de promoção, o que fez com que algumas celebridades pudessem estar em risco de prisão, com penas que podem ir até dois anos.

A agência de publicidade que investigou algumas contas de estrelas fez com que Ellie Goulding, Rita Ora e Zoella concordassem em mudar a forma como publicitam online.

As influenciadoras confessaram que agora vão afirmar claramente se foram pagas para promover uma marca ou produto, afirmou a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA, na sigla em inglês).

E em Portugal?

Em Portugal não é muito diferente do Reino Unido. Segundo o Código da Publicidade, a promoção de marcas nas redes sociais “está sujeita às mesmas obrigações e é fiscalizada igualmente pelas autoridades públicas, através da referência específica ao meio digital como suporte publicitário.”

Ao lado de algumas atrizes da televisão britânica, as modelos Alexa Chung, Rosie Huntington-Whiteley e Iskra Lawrence também fizeram parte do grupo investigado, prometendo alterar também os seus hábitos.

Andrea Coscelli, presidente-executiva da CMA, disse em comunicado que as “influenciadoras podem ter um impacto enorme no que os fãs decidem comprar. As pessoas poderiam, com razão, sentirem-se enganadas se o que achavam ser uma recomendação de alguém que admiravam acaba por ser uma manobra de marketing.”

Coscelli acrescentou ainda que devemos ser capazes de “dizer, assim que olhamos para uma publicação, se houve alguma forma de pagamento ou recompensa envolvida”, de maneira a podermos “decidir se vale realmente a pena gastar dinheiro.”

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