“Making a Murderer”. Advogada de Steven Avery revela 19 novas provas da inocência de Avery

Kathleen Zellner defende que o assassino terá sido alguém com oportunidade e facilidade de acesso à casa de Steven Avery.

Steven Avery está preso desde 2005, depois de ter sido acusado da morte de uma fotógrafa local

Netflix

Se a primeira temporada de “Making a Murderer” revelou ser uma montanha-russa de emoções, a segunda, que estreou a 19 de outubro na Netflix, veio revelar a existência de um novo suspeito do assassinato de uma fotógrafa local, chamada Teresa Halbach, que ainda hoje mantém Steven Avery atrás das grades. Falamos de Ryan Hillegas, ex-namorado de Teresa, que terá sido o último a vê-la antes do seu desaparecimento — e que a defesa considera agora ser a única pessoa de interesse numa investigação que decorre há 13 anos.

Esta foi apenas uma das mais recentes revelações avançadas por Kathleen Zellner, a nova advogada de Avery, nos novos episódios do documentário de crime que se tornou num fenómeno mundial. Mas esta quinta-feira, 15 de novembro, a advogada usou o Twitter para dar a conhecer novas provas que comprovam a inocência do seu cliente que, garante, está preso “injustamente há demasiado tempo”.

“Espectadores de ‘Making a Murderer’, tenham isto em atenção. Vou mostrar-vos tudo aquilo que descobri durante a minha investigação e que não tiveram oportunidade de ver na série”, lê-se na publicação original partilhada pela advogada na rede social.

São 19 as novas informações reveladas pela advogada:

  • A 31 de outubro de 2005, Scott Tadych [padrasto de Bobby] visitou Bobby Dassey no estaleiro de Steven Avery ao meio-dia;
  • Depois de Teresa ter ligado aos Dassey a pedir indicações, o suspeito terá retribuído a chamada usando o número fixo dos Dassey;
  • Teresa terá chegado ao estaleiro de Steven no mesmo dia, às 14h30, onde só Bobby e Steven a viram. Depois de tirar fotografias, Teresa saiu em direção à rua West e em Hwy 147 às 14h38. O suspeito terá seguido Teresa enquanto Steven permanecia no estaleiro;
  • O suspeito arranjou forma de fazer Teresa parar o carro e abordou-a. Quando ela saiu e foi ao porta-bagagens para tirar a sua câmara, foi agredida e deixada inconsciente;
  • O suspeito colocou-a no porta-bagagens da carrinha RAV4 e regressou ao estaleiro de Steven Avery;
  • A carrinha RAV4 de Teresa foi vista a sair do estaleiro às 15h45, conduzida por indivíduo ainda por identificar;
  • A 31 de outubro de 2005, a carrinha foi abandonada junto a uma velha barragem em West e Mishicot;
  • Há três testemunhas que viram a carrinha abandonada no mesmo local até 4 de novembro de 2015. Depois disso, desapareceu;
  • Investigações recentes mostram como a bateria da carrinha ficou gasta, e teve de ser substituída, entre o local onde o suspeito abordou Teresa e a chegada da carrinha ao estaleiro de Avery;
  • O corpo de Teresa foi queimado num barril. O barril de Dassey continha ossos humanos;
  • Do barril de Avery, onde as autoridades acreditam que Teresa foi queimada, faltavam 60% dos ossos do corpo e cerca de 30 dentes;
  • Uma testemunha diz ter sentido um cheiro horrível de algo a queimar em Manitowoc County durante a tarde de 31 de outubro de 2005;
  • A garagem dos Dassey nunca foi investigada e as autoridades nunca procuraram recolher amostras de ADN da propriedade. Bobby Dassey pendurou uma veado morto na garagem a 4 de novembro de 2005.
  • Na “carta Skikey”, que se presume ter sido escrita pelo assassino, há uma nota: corpo queimado numa fábrica de metais às 15h00 de 4 de novembro de 2005.
  • Os equipamentos eletrónicos de Teresa não foram queimados no barril de Steven Avery, mas sim no dos Dassey;
  • O suspeito sabia da ferida no dedo de Avery, e sabia que o seu dedo tinha voltado a sangrar a 3 de novembro de 2005, porque o observou.
  • O suspeito teve acesso à casa de Steven Avery e terá recolhido o seu sangue do lavatório da casa de banho;
  • Só o suspeito sabia que o sangue no lavatório pertencia a Avery e não a Teresa. Nem a polícia sabia disto no início das investigações;
  • Depois disso, o suspeito não só terá colocado o sangue de Avery na carrinha de Teresa, mas também os ossos do corpo e os equipamentos eletrónicos da fotógrafa no barril de Steven Avery;

Depois de revelar as novas informações, a advogada não tem dúvidas de que “o assassino é alguém que teve oportunidade e facilidade de acesso para retirar o sangue da casa de banho de Avery e plantá-lo no carro de Teresa.”

Além de Ryan Hillegas, também Bobby Dassey é suspeito e, garante a advogada, não deve ser esquecido.

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