Web Summit. As 4 ideias incríveis que vão mudar as nossas vidas no futuro

Uma delas é de uma start-up britânica que quer diagnosticar o cancro através da biologia quântica e de uma peça de LEGO.

A Empath é uma start-up japonesa que deteta as emoções na voz durante uma conversa, pode ser útil para campanhas de marketing

Samuel Costa/MAGG

Ao longo dos quatro dias da Web Summit, a MAGG procurou as ideias mais fixes, irreverente e até engraçadas que algumas start-ups tinham trazido para o recinto. Quer fosse para conseguir financiamento de possíveis investidores, ou até para ouvir o feedback do público ou conseguir notoriedade através de uma exposição de larga escala, foram várias as que se destacaram. Agora, numa altura em que a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia da Europa chegou ao fim, a MAGG reuniu as ideias mais interesses que prometem mudar as nossas vidas num futuro próximo.

Desde ideias ligadas à área da saúde ou à de viagens e turismo, estas são as 4 start-ups que mais nos surpreenderam.

Um assistente que deteta emoção na voz

Criado pela start-up japonesa Empath, este assistente virtual é capaz de detetar emoções como felicidade, raiva ou tristeza na voz durante uma simples conversa. Através da inteligência artificial, o assistente analisa as várias propriedades da voz para traçar um perfil da pessoa que está a ouvir e agir em conformidade.

Por ser um serviço que pode ser incorporado em apps, as utilizações são várias. O Empath pode, ao analisar a voz da pessoa, apresentar um plano de atividades consoante o seu estado emocional, mas também permite que trabalhadores na área do marketing sejam capazes de conhecer as emoções da pessoa face ao produto que estão a apresentar e a tentar vender — a ideia é a de permitir melhorar o pitch e assegurar uma venda.

Mas há ainda a possibilidade de salvar vidas através de chamadas de emergência, onde os operadores poderão tentar despistar possíveis doenças mais graves através das emoções que o doente transparece pela voz. No entanto, esta é uma ideia ainda em desenvolvimento.

A app que quer tornar os aeroportos e aviões locais mais sociáveis

A empresa norte-americana Waito não tem dúvidas de que os aeroportos e os aviões se tornaram parte fundamental da vida de muitos cidadãos. Mas por estarem sempre cheios de gente talvez não sejam o sítio mais confortável para estar ou até mesmo para conhecer novas pessoas.

Esta app, a ser lançada ainda em novembro, pretende tornar a experiência mais agradável e até interativa. Todos os utilizadores que aderirem ao serviço poderão registar o número dos seus voos para que, de forma automática, vejam que outros utilizadores da Waito irão no mesmo voo. Assim, e tendo em conta os interesses ou destinos em comum, poderão combinar um encontro para networking ou até para formar uma amizade que pode ser para a vida.

A aplicação permite ainda ter acesso aos lugares do avião para que utilizadores se possam situar, dentro da app, e combinar um ponto de encontro em qualquer parte do avião.

Uma peça de LEGO que quer diagnosticar o cancro

Chama-se Mursla e quer, através da biologia quântica e de uma peça de LEGO, facilitar os diagnósticos de cancro nos próximos anos. O processo, apesar de muito complexo, requer apenas uma amostra de sangue do paciente para que todo o engenho analise, em tempo real, se existe ou não a presença de biomoléculas que decorrem da formação de tumores na corrente sanguínea.

A Mursla é uma start-up britânica que quer tornar o diagnóstico do cancro imediato e descomplicado

João Porfírio/Observador

Além de instantâneo, o diagnóstico promete ser fidedigno e para isso conta com uma vasta equipa de cientistas, investigadores e engenheiros que em conjunto com uma série de equipas médicas espalhadas um pouco por todo o mundo vão melhorando o produto. Apesar da complexidade de todas as operações que desempenha num curto espaço de tempo, o produto é minúsculo e acessível a qualquer pessoa visto que não precisa de ser controlado ou monitorizado por um especialista da área médica.

Um assistente virtual para cada hotel

Imagine que vai viajar de Portugal para Londres, no Reino Unido. Já tem a viagem marcada, os sítios de interesse a visitar anotados, e só lhe falta o hotel. Depois da escolha feita, surge-lhe a dúvida: será que o hotel tem adaptadores de corrente suficientes para que os hóspedes possam carregar os seus equipamentos com carregadores europeus?

A página oficial do hotel não disponibiliza essa informação e em plataformas como a Booking ou o TripAdvisor, os comentários são mistos. É neste contexto que a Tell the Hotel quer operar ao criar, através da inteligência artificial, um assistente virtual que seja capaz de responder a todos os pedidos de informações de possíveis hóspedes de todos os hotéis do mundo.

O assistente está disponível para responder a perguntas relacionadas com a estadia, com o processo de check-in, ou até mesmo sobre todos os serviços que o hotel disponibiliza aos seus hóspedes. O objetivo é promover um contacto direto e mais imediato entre hotéis e clientes, através de uma breve e simples conversa por texto ou por voz.

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