51,5% dos estudantes tiveram contacto com uma doença mental na faculdade

O relatório foi conhecido esta quarta-feira. Revela que 17% dos universitários tiveram algum tipo de transtorno, distúrbio ou doença.

66,7% acredita que ter uma doença mental é diferente de ter uma doença física

Kinga Cichewicz/Unsplash

Ansiedade, depressão, transtornos alimentares, bipolaridade, comportamentos obsessivo-compulsivos, stress pós-traumático, disfunções sexuais. É longa a lista de transtornos, distúrbios e doenças relacionadas com doença mental que, neste momento, são uma realidade para muitos estudantes universitários portugueses.

Como foi realizado o inquérito

O inquérito foi realizado com base um questionário online com 1092 respostas válidas, que decorreu entre 21 de maio e 31 de julho. O perfil dos respondentes tem uma idade média de 23 anos, a maioria são mulheres (86,3%), 46,5% da amostra reside nos distritos de Lisboa e Porto e 53,8% frequenta cursos relacionados com a área da saúde.

Esta quarta-feira, 24 de outubro, foi apresentado em Lisboa um inquérito sobre Estigma em Saúde Mental. Com base no testemunho de 1.092 estudantes universitários, o estudo foi divulgado durante a 9.ª edição dos Angelini University Award, cujo tema foi “Viver com Doença Mental Grave”.

Foram estas as principais conclusões do inquérito.

— 51,5% dos inquiridos teve contacto com doenças mentais durante o período de faculdade;
— Deste número, 17% foram diagnosticados com algum tipo de doença mental, os restantes acompanharam a situação de colegas, amigos ou familiares;

66,7% acredita que ter uma doença mental é diferente de ter uma doença física;
— Mais de 20% admite que, se liderasse um processo de recrutamento para um emprego, a decisão de recrutar seria influenciada negativamente se conhecessem o historial de doença mental do candidato.

Os estudantes consideram ainda que os meios de comunicação social pioram o estigma em torno da doença mental, sobretudo na forma como caracterizam os doentes e instituições de psiquiatria em novelas, filmes e séries. Também há críticas na forma como os agentes políticos não promovem o debate nesta matéria.

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