Malta não tem sido propriamente o destino mais falado turisticamente. Talvez tenha sentido alguma evolução, nestes últimos anos, mas ainda assim, continua a ser quase um segredo do Mediterrâneo.

Trata-se de um arquipélago constituído pelas ilha de Malta, Gozo e Comino, com nove cidades no total. E eu fui conhecer duas destas três ilhas (Malta e Gozo). Se estão perdidos no mapa, eu oriento-vos: fica mesmo por baixo da ilha da Sicília (Itália) e mesmo por cima da Tunísia (África).

As expectativas que tinha não eram altas, mas só e apenas por falta de conhecimento: a verdade é que é um destino maravilhoso para férias e que agrada a gregos e a troianos. É indicado para uma viagem mais citadina, de mochila às costas e de exploração de todas as ruas e ruelas, mas também para uma viagem de descanso, repleta de paisagens naturais e praias muito bonitas.

Perguntam-me: que língua se fala em Malta? A língua oficial é o maltês (que mais parece árabe, com um toque de italiano) mas muitas pessoas também falam inglês.

Bom, se forem como eu, que antes de se aventurarem para onde quer que seja gostam de ler todos os artigos e mais alguns sobre o destino, prestem atenção aos meus destaques.

  • Adorei a comida de Malta, foi das coisas de que mais gostei. Sabem que é raro eu sair de Portugal e não morrer de saudades dos nossos restaurantes? Sofro sempre com a comida. E, aqui, foi precisamente o oposto. É uma mistura entre Itália e Portugal. Para não estarem a bater nas portas erradas, sigam as minhas recomendações de restaurantes. É o meu Top 3: Don Berto (perfeito para almoçar, gostei muito das massas); Café Del Mar (um espaço moderno e jovem, com piscina, mesmo junto à costa, e indicado para jantar); e Ta’ Philip (mais tradicional, com um chef de cozinha muito simpático e aqui recomendo, sem dúvida alguma, o peixe). Ah! E não saiam de Malta sem experimentarem um pastizzi, um pequeno folhado recheado com queijo ou com ervilhas, e um hobza, um pão com tomate e azeite para acompanhar com os queijos típicos. Os malteses descobriram o vinho (bom) há muito pouco tempo e também ganharam o hábito dos petiscos. Por isso mesmo fiz provas de queijos e de vinhos quase todos os dias.
  • La Valetta, a capital de Malta, considerada património cultural da humanidade. Foi a minha primeira paragem nesta viagem e fiquei logo impressionada. Muitas fortalezas e igrejas lindíssimas. Entrem na Catedral de St. John e não deixem de fazer um grande passeio (a pé, claro) pelos Uper Barraka Gardens.
  • Mdina, a antiga capital do país, fica mesmo no centro da ilha de Malta, e é a minha favorita. É mais conhecida como a “cidade silenciosa” e senti que estava a ser transportada no tempo quando ali entrei. Um cidade ainda fortificada, com um grande portão à entrada, e com muitas influências árabes. Conseguimos ter uma vista magnífica das vilas que estão à volta, contrastando com o mar Mediterrâneo… este sítio tem tanto de imponente como de charmoso. Explorem bem as muralhas, as ruas, as igrejas, os palácios… percam horas ali dentro, sem carros à mistura, e encantem-se com esta máquina do tempo. Fiz um passeio de segway por Mdina e também aconselho. É uma maneira diferente de conhecer todos os cantos.
  • Passeios de barco: existem várias opções espalhadas por Malta. Eu recomendo um passeio até Birgu (foi aí que almocei no restaurante Don Berto) É uma boa sugestão para o vosso roteiro. Existem três cidades fundidas, intituladas “as três irmãs”, e que conseguimos ver através dos jardins de Barraka (que referi acima). Mas Birgu é, sem dúvida, a mais bonita das três cidades e que merece uma visita com mais tempo.
  • Um dia na ilha de Gozo não foi suficiente para conhecer tudo, claro. Mas foi o suficiente para perceber que era bastante diferente de tudo o que já tinha visto, mas também muito apelativo. É a segunda maior ilha do arquipélago de Malta, onde muitos malteses têm casas de férias. Fui de ferry logo pelas oito da manhã e as filas já eram intermináveis. Portanto não aconselho a irem mais tarde do que isto. Paisagens diferentes, praias paradisíacas e grutas por todo o lado. Vale a pena!

Sinto-me privilegiada por ter visitado Malta. Saí de lá com o coração cheio, barriga feliz e com a vista enriquecida. Conheci pessoas maravilhosas… têm um povo muito simpático e amistoso, principalmente na ilha de Malta (em Gozo não achei tanto…). Malta vai-me ficar na memória, a mim e a todas as pessoas que por lá passam. É fácil gostarmos deste país.

*A MAGGIE visitou Malta a convite do Turismo de Malta.

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