Imersão em pó. Será assim tão diferente (e mais saudável) do que as unhas de gel?

É o método sensação do momento para fazer unhas. Conheça a nova técnica e descubra se é realmente melhor do que as restantes.

As influencers já se renderam a este processo que promete unhas mais saudáveis

Os nossos instastories têm sido inundados com uma nova forma de fazer as unhas  – não são unhas de gel, não é gelinho, nem sequer é verniz normal, é mesmo unhas de imersão em pó. Os pesos pesados do Instagram já aderiram a esta nova tendência e cá por Portugal as influencers Carlota Sardinha e Andreia Gomes são as primeiras que nos vêm à cabeça quando pensamos em unhas de imersão em pó.

As influencers Andreia Gomes e Carlota Sardinha já se renderam a este novo método

Esta é uma técnica que utiliza pó como fonte principal para fazer as unhas. O processo é muito simples, começando por limpar e aplicar uma camada de verniz primer na unha. De seguida coloca-se o verniz de aderência no qual o pó irá aderir. Colocam-se então as unhas no pó neutro e com um pincel limpa-se o excesso. O verniz de aderência é novamente aplicado e colocam-se as unhas novamente no pó, mas desta vez com a cor pretendida. Repete-se o processo de mergulhar as unhas em pó colorido e finaliza-se com o verniz brilho que demora dois minutos a secar.

Mas será esta técnica tão diferente das restantes? Será mais saudável do que as unhas de gel e gelinho? Fomos tentar perceber junto da dermatologista Joana Cabete.

À partida, este método ganha pela rapidez uma vez que o processo demora pouco tempo e é simples. No entanto, o pó onde as unhas são mergulhadas é feito de acrilatos que são também o principal ingrediente do verniz gel e verniz normal (a única coisa que difere é o tipo). Por isso, em termos de alergias de contacto as preocupações serão as mesmas: ambos os métodos poderão causar dermatites tanto para os clientes como para as pessoas que fazem este tipo de unhas, uma vez que estes “componentes atravessam a camada das luvas”, afirma Joana Cabete.

Em relação ao pó, que se diz saudável por conter cálcio e vitaminas essenciais às unhas, a dermatologista afirma que a percentagem destes componentes é “mínima e, por isso, a probabilidade de absorção é pouca”. Para além disto, antes da imersão no pó existe ainda a aplicação de uma base o que, à partida, reduz ainda mais a possibilidade de absorção. Não existe, portanto, fundamento científico para afirmar que o cálcio e as vitaminas atravessam a queratina da unha.

A grande diferença entre o método de imersão em pó e do gelinho e do gel é que no primeiro não existe a utilização de brocas (que retiram o verniz anterior e alisam a superfície da unha) ou lâmpadas UV – campo onde existem também algumas dúvidas. A médica explica que existem “um ou outro estudo na área, mas não são suficientes para tirar conclusões”. Aparentemente a dose de UV nos aparelhos para fazer o verniz gel é baixa e por isso o risco de cancro cutâneo não será relevante, mas, como refere a dermatologista “e evidência científica atual não permite tirar conclusões”.

A única vantagem que a dermatologista vê nesta técnica é em termos de resistência da pintura das unhas. Este método promete uma longa duração por isso “as unhas não serão traumatizadas tantas vezes”.

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