Afinal, a partir de que idade é que uma criança pode ir à praia, que cuidados devem ser tomados e que espécie de protetores solares é que são adequados à pele sensível dos mais pequenos?

A recomendação da Direção Geral da Saúde é clara: a exposição direta ao sol (como na praia ou na piscina), deve ser evitada nas horas de maior calor, especialmente entre as 11h e as 17h.

Válida para todas as pessoas, tanto adultos como crianças, é verdade que nem sempre cumprimos à risca esta recomendação, embora exista um maior cuidado com as crianças e com a proteção das mesmas.

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Se teve um filho nos últimos 12 meses e é adepta de praia, não temos boas notícias para si. De acordo com Hugo Rodrigues, pediatra, “as crianças com menos de um ano devem evitar as idas à praia e a exposição solar direta”.

À MAGG, o especialista explica que por mais cuidados que se tenham, e mesmo que as horas de maior calor sejam evitadas, “a praia é um ambiente muito propenso a radiações solares erráticas, que se refletem na areia e na água. Ou seja, mesmo à sombra, um bebé pode ser atingido na pele por uma radiação quase direta devido aos reflexos”.

Os protetores minerais são os mais seguros

Até aos dois anos de idade, as crianças devem usar protetores solares que não são absorvidos pela pele, como os minerais ou os filtros orgânicos de partículas grandes, sempre com um fator de proteção de 50+.

“Estes produtos, ao contrário da maioria dos protetores com formulações químicas, são constituídos por moléculas grandes, que formam uma espécie de barreira protetora na pele (quase como um filtro físico) e não são absorvidos por esta. Daí a razão porque são muito mais difíceis de espalhar quando comparados com um protetor comum, dado que acabam por revestir a pele”, afirma o médico pediatra.

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Hugo Rodrigues explica que os filtros químicos são evitáveis em crianças com menos de 24 meses, pois atuam dentro da pele, mas afirma que já existem alguns produtos deste género com formulações seguras para a pele das crianças mais novas, “basta estar bem explícito na embalagem que é adequado para bebés”.

Nos casos dos protetores minerais e orgânicos de partículas grandes, estes podem ser aplicados imediatamente antes da exposição solar, já que atuam no momento. Os protetores com composições químicas demoram mais a fazer efeito na pele e o pediatra recomenda que “sejam aplicados cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol”.

Para além da utilização do protetor solar e das idas à praia fora do período de maior calor, existem outros cuidados que não devem ser descurados. “As crianças devem usar um chapéu com abas para proteger o rosto e as orelhas e, sempre que não estejam na água, calções e t-shirt”, conclui Hugo Rodrigues.