Pelo segundo ano consecutivo, a momondo elegeu os melhores blogues de viagens nacionais nas categorias Open World, Blogue, Fotografia e Vídeo. Os vencedores dos Open World Awards foram conhecidos a 24 de maio, no Ministerium Club, em Lisboa, eleitos pelo público e pelos jurados.

Filipe Morato Gomes (Alma de Viajante), Carla Mota e Rui Pinto (Viajar entre Viagens) e Mário Roldão (De Pés a Lés ACCM) foram alguns dos vencedores da segunda edição dos Open World Awards 2018, que recebeu mais de 650 candidaturas. Mostramos-lhe de seguida todos os vencedores.

Categoria Open World

1.º lugar: Alma de Viajante, de Filipe Morato Gomes
2.º lugar: Onde andam os Duarte?, de Samanta e António Duarte

Categoria de Blogue

1.º lugar: Gang do Pé Preto, de Marta d’Orey e Isabel Saldanha
2.º lugar: Life With Alice, de Michelle Rita

Categoria de Fotografia

Escolha do júri: Sofia Dias
Escolha do público: De Pés a Lês ACCM, de Mário Roldão

Categoria de Vídeo

Escolha do júri: Viajar entre Viagens, de Carla Mota e Rui Pinto
Escolha do público: Nunca Paras Quieta, de Soraia Barroca

A propósito desta vitória, a MAGG pediu aos bloggers vencedores dicas para poupar em viagem. Desde levar um cartão de estudante emprestado até infiltrar-se discretamente num grupo com um guia turístico, sem esquecer a importância de usar alertas de preços para poupar nos voos até comprar roupa nos países mais baratos, eles revelam-nos os seus melhores truques para viajar sem gastar muito.

Começamos pelas dicas de Filipe Morato Gomes, autor do blogue Alma de Viajante.

Trabalhar em troca de alojamento e house/pet sitting. Alojamento em casas locais, troca de trabalho por alojamento ou cuidar de casas e/ou animais de estimação. Saiba mais sobre algumas das plataformas e sites mais populares.

Usar alertas de preços para poupar nos voos. É “uma técnica que tenho utilizado cada vez mais: os alertas de mudança de preço dos voos, que se podem ativar em sites como o SkyScanner ou o momondo.”

Viajar devagar. “Pela minha parte, mais do que ver lugares, gosto de viver os lugares – conhecer pessoas, sentir a ‘boa onda’ de aldeias e cidades, simplesmente estar. Gosto do conceito slow travel. E isso não se compadece com grandes velocidades.”

As dicas do Gang do Pé Preto, dadas por Isabel Saldanha.

Isabel Saldanha

Arrendar casas com cozinha. “Abastecer nos supermercados locais e cozinhar as suas refeições. É uma das formas de poupança mais efetivas do gangue.”

Viajar em época baixa. “Conhecer as montanhas quando a neve descongelou.”

Criar um blogue. “Criar um blogue do caraças que te dê visibilidade suficiente para te oferecerem estadias em sítios igualmente fabulosos, adianto já que parece fácil mas dá muito trabalho.”

As dicas do Viajar entre Viagens, segundo Carla Mota.

— Comprar roupa em viagem (nos países mais baratos). “Nas viagens que fazemos aos países onde os preços são mais baratos, aproveitamos para comprar roupa para viajar (…). Há calças que já têm quase dez anos e andam sempre connosco. Estão gastas e usadas? Sim, estão mas nós preferimos viajar do que comprar roupa para viajar.”

Privilegiar comida de rua. “Comer na rua permite comprar a comida ao preço da população local e geralmente experimentar comidas genuínas.”

Limpar os cookies do computador. “Pode parecer básico mas não é. A maioria dos sites de voos segue através de cookies os sites que visita e isso permite-lhes inflacionar os preços dos voos quando ‘observa’ que está muito interessado num determinado destino. Para evitar isto, vá às opções da internet do seu computador, e limpe os cookies.” Saiba mais.

As dicas de Soraia Barroca, autora do blogue Nunca Paras Quieta.

Nada de comprar comida a mais. “Não faça aquelas compras de ‘fim do mês’ assim que chega. Vá comprando por dia e consoante o que quer cozinhar/comer. Vai ver que não gasta euros a mais em comida que acaba por ficar por lá.”

Comer fora? Uma ou duas vezes no máximo. “O resto das refeições faça em casa. Mesmo que seja com produtos típicos, vai ver que é super engraçado inventar receitas com coisas que não conhecemos.”

Transportes públicos. “Seja em que lado do mundo for, são bem mais baratos do que o táxi ou um aluguer de carro. E está a viajar de forma sustentável, ajudando-os.”

As dicas de Life With Alice, de Michelle Rita.

Planear. “Viajar com um itinerário previamente estudado e pensado.”

Não se esqueça dos amigos. “Aproveitar as vantagens da crise que fez emigrar tantos dos seus amigos, e viajar ao seu encontro. Poupando em estadia e matando saudades. Eu, a viver em Nova Iorque, acolho-os da mesma forma.”

Resorts, excursões turísticas e restaurantes do TripAdvisor? Nem pensar. “Motores de busca como Airbnb e Expedia sugerem estadias mais económicas, permitindo contacto com os locais. Quem lá vive é o melhor guia turístico, mais fidedigno e económico também.”

As dicas De Pés a Lês ACCM, de Mário Roldão.

Infiltre-se num grupo turístico. “Em Israel, mais concretamente em Jerusalém, na altura em que começava a percorrer a primeira etapa da Via Dolorosa estava um grupo de turistas com um guia. Encostei-me, ouvi e gostei. Eram brasileiros e o guia falava português. Fui da primeira à última etapa dentro da Igreja do Santo Sepulcro onde termina a Via Dolorosa a ouvir as suas explicações. Conclusão, no caso de conseguir e lhe interessar, já sabe como ter um guia gratuitamente.”

Não pague para tirar fotos — espere. “Outra situação que faço com frequência, até porque sou contra dar esmolas a pessoas ou pagar para tirar fotos, pois muitas vezes estamos a sustentar vícios e não a ajudar as pessoas concretamente. Passou-se em Negril na Jamaica. No fantástico Ricks Café, enquanto um rastafari se preparava para saltar de uma árvore para uma pequeníssima baía no mar, eu e dezenas de pessoas esperávamos para ver e fotografar. Entretanto veio um ‘amigo’ pedir-me dinheiro e eu espontaneamente disse-lhe para pedir ao ‘meu’ pai que se encontrava uns metros à frente. Conclusão, não era o meu pai que ali estava, era alguém de férias também, que já se preparava para ‘financiar’ o salto.”

Leve um cartão de estudante emprestado. “Uma outra situação que já fiz e funciona com pessoas mais novas é levar sempre um cartão de estudante. Aprendi no Brasil. Se não for estudante, peça um a alguém da mesma idade ou parecido, muitas vezes nem o veem. Funciona muito bem em museus, ou monumentos nacionais por exemplo, onde só se paga 50% ou não se paga nada. Dizemos que somos estudantes, demoramos a tirar o cartão e com filas enormes nem o querem ver muitas vezes. Mas se forem estudantes levem mesmo.”

As dicas da intagrammer Sofia Dias.

Saber escolher o destino. “Fugir dos destinos clichés, especialmente em alturas clichés.”

Seja inteligente a deslocar-se. “Andar a pé, andar de transportes públicos, pedir boleia ou então fazer amizades que nos emprestem uma bicicleta para podermos percorrer o destino.”

E seja inteligente a escolher a estadia. “Recorrer ao couchsurfing, ou à lista dos amigos dos amigos ou ainda às amizades que se vão fazendo pela viagem para conseguir estadia gratuita e local, permitindo conhecer e viver a realidade do destino, para além da foto.”