Desde que me lembro de saber o que era um casamento, que tenho o sonho de casar. Com direito a tudo. Ao pedido super romântico, ao anel maravilhoso, à festa de arromba e, claro, ao vestido de princesa.

Já posso pôr um check em quase tudo. Uma viagem surpresa a Nova Iorque, a minha cidade preferida, com um pedido de casamento no meio do Central Park e um anel como sempre imaginei, parece-me imbatível, e a festa de arromba já começa a ser planeada.

O vestido é a parte mais desafiante e divertida de estar noiva. Até porque toda a vida tive uma ideia daquilo que gostava de usar se um dia usasse um vestido de noiva. Ideia essa que se desmontou a partir do momento em que comecei a pesquisar por imagens de inspiração e a experimentar vestidos.

Nunca pensei gostar de um vestido com uma cauda enorme e adorei ver. Nunca pensei usar véu e passou a ser uma opção. Todas as certezas se desvaneceram e ficou apenas uma. A de que a melhor solução era mandar fazer um vestido ao meu gosto e à minha medida, em vez de comprar um já feito.

Não que haja qualquer problema com um pronto-a-vestir de noivas, mas a verdade é que perde o lado personalizado e único do vestido e que se pode ver mais umas quantas noivas iguais. Isso, para mim, foi a principal preocupação. Depois de ter experimentado um vestido lindo e de uma das madrinhas ter dito que também o tinha experimentado para o casamento dela, fez-me pensar nessa questão.

Há cada vez mais opções de designers portuguesas a desenhar vestidos de noiva, mas houve um nome que todas as minhas amigas fizeram questão de sugerir. Pureza Mello Breyner. Fui pesquisar e gostei logo, apesar de ter ficado com algum receio por ver que a maioria das suas noivas usava vestidos com muita renda. Que era exatamente o que eu não queria para o meu. Resolvi falar com a Pureza de qualquer forma. “Isso para mim é ótimo. Um desafio ainda maior. Nem todos os meus vestidos têm que ter renda”, foi a reação da designer.

Marcámos então um primeiro encontro em que passei todas as informações sobre o casamento, disse o que gostava e o que não gostava e mostrei imagens de inspiração que tirei do Pinterest. No momento, a designer fez um esboço daquilo que eu estava a falar, o que me deixou muito confiante e decidida a avançar.

O próximo passo é ver os desenhos da Pureza, dar os meus inputs, experimentar protótipos e decidir-me por um final.

Para quem, como eu, optou ou está ainda a pensar em mandar fazer um vestido, há vários pontos importantes a não esquecer no momento em que se começa esta “relação” com uma designer:

— Partilhar todos as informações sobre o casamento, mesmo as que pareçam mais inúteis. Igreja (ou não), espaço, horas, conceito, decoração, madrinhas, número de convidados e o que mais se lembrarem;

— Levar várias imagens de inspiração. O Pinterest é o melhor amigo das noivas. Guardem as imagens dos vestidos que mais gostam, mesmo que não sejam de noiva, mas que dê para a designer perceber o modelo;

— Pedir para ver e tocar nos tecidos. Há milhares de tecidos diferentes, cada um com um nome mais estranho que o outro (pelo menos para mim) e na dúvida podem acabar por escolher um que afinal não era o que queriam. Vejam bem, toquem, experimentem.

— Tirar todas as dúvidas que tenham, mesmo que vos pareçam descabidas. Não são. Desde o processo de criação do vestido, a timings, a provas e a orçamento. Dessa forma, podem descontrair e simplesmente curtir a escolha do vestido.

Fiz tudo isto e muito mais. Mas prefiro que me achem uma chata do que acabar com um vestido que não era o que idealizei no dia do meu casamento. No vídeo acima está o primeiro passo na criação do vestido. Outros se seguirão que também poderá acompanhar através de outros videos.