Saiba com é a dieta de quatro modelos que desfilaram na ModaLisboa

Vegetais e fruta. Mas também comem chocolates ou massa. Estas são as dietas das quatro modelos com quem falámos no backstage da ModaLisboa.

Elas comem massa, comem arroz e comem chocolates. Mas também têm cuidados.

Secadores, maquilhagem, produtores, designers, criadores e modelos. Umas preparavam-se para desfilar, outras já tinham terminado. O desfile de David Ferreira estava a decorrer e faltava pouco para Filipe Faísca apresentar o trabalho para a colecção outono-inverno 18/19. O ambiente era de stresse, agitação, nervos. A MAGG entrou nos bastidores da ModaLisboa e sentiu este caos organizado. Ainda assim, conseguimos conversar com quatro modelos, que nos revelaram aquilo que normalmente comem no seu dia a dia, falaram-nos das suas rotinas alimentares, das preferências, daquilo que não comem mesmo e sobre o que é que gostavam de comer, mas não podem.

Umas são mais regradas, outras mais relaxadas, umas veganas e outras defendem as dietas detox depois de épocas de excessos. São estes os planos alimentares (juntamente com o exercício e um excelente metabolismo) que fazem os corpos de quatro das modelos que pisaram a passarelle da 50.ª edição da ModaLisboa, que arrancou sexta-feira, 10 de março, e terminou domingo, 12.

Dariia Makarova, 23

Pequeno-almoço, por voltas das 10 horas: uma barrinha Nakd Blueberry Muffin com um chá de jasmim.

No meio da manhã, por volta das 11 horas: não costuma comer, mas se tiver fome opta por uma peça de fruta. A sua preferida é a tangerina.

Almoço, entre o meio-dia e as 13h: gosta muito de vegetais com bulgur. Come muito grão. Decidiu tornar-se vegana em setembro. Começou por ser uma experiência, que optou por manter: “Sinto-me com mais energia e menos inchada. Mas tenho o cuidado de ter uma alimentação nutricionalmente equilibrada”.

Lanche, por volta as 16 horas: come uma peça de fruta ou outra barrinha Nakd Blueberry Muffin. Também gosta de frutos secos.

Jantar, por volta das 18h30/ 19 horas: uma fonte de hidratos de carbono integrais, como arroz, couscous ou noodles de esperta integral. Gosta de feijão verde com cogumelos.

Ceia: maça com canela e frutos secos. Às vezes, um chocolate preto, não se lembra da marca, mas gosta muito de uma que se vende em Londres (onde está a viver) que tem leite de coco.

O que não pode comer e queria? “Especialmente comidas russas, como uma espécie de raviolis de carne que cresci a comer. Também tenho saudades de comer salsichas.”

O que come e não devia? “Pipocas, quando vou ao cinema.”

Fabiana Capra, 28

Pequeno-almoço, por volta das 7h30: iogurte sem açúcar grego ou não, de qualquer marca. Acrescenta sempre várias sementes como as de girassol e granola de chocolate Fitness da marca Nestlé. Acrescenta fruta, como mirtilos ou framboesas. Quando tem tempo também faz ovos mexidos.

Lanche: não come nada, porque não tem fome.

Almoço, por volta do meio-dia e 13 horas: Come carne, peixe, arroz integral ou não. Nem sempre come salada. O almoço é uma refeição mais despreocupada, apesar de evitar massa, porque é um alimento mais pesado, que envolve quase sempre molhos. “Gosto de ser equilibrada: se comi, por exemplo, três vezes arroz, nos outros dias como uma salada ou um wrap, que faço em casa, com tomate, pesto, mozarella de búffala ou com pasta de frango, rúcula e ovo” , conta. “Gosto muito de cozinhar”.

Lanche: Bolachas de arroz — a marca não interessa, só importa que tenham sal. Acompanha com ricota ou presunto de parma. Se estiver na rua e lanchar num café come uma tosta mista com queijo e fiambre. “Tudo depende do sítio onde estou”.

Jantar, 19 horas, idealmente: nunca janta tarde e deita-se pelas 23 horas. Prefere refeições mais leves, porque há alimentos que perturbam o sono. Opta por uma salada, uma sopa ou um wrap.

O que come e não devia? Chocolate e Coca-Cola Zero.

O que não pode comer e queria? “Não há nada que queira muito e não faça.”

Milena Cardoso, 31 — não tem horários definidos

Pequeno-almoço: uma tapioca (compra já pronta, não se lembra da marca), que veio para substituir o pão. Também gosta de uma bowl com açaí, banana e flocos de coco, que leva à liquidificadora para ficar liquido. O abacate e os ovos também são opções.

Lanche: não come nada antes do almoço, porque costuma acordar tarde.

Almoço: depende do sítio onde está. Se estiver em casa gosta de courgete espiralizada com abóbora, frango ou com carne picada, como se fosse bolonhesa. Também gosta de saladas frias, com quinoa ou noodles de arroz.

“Tento comer menos hidratos de carbono porque a partir de uma certa idade engordamos com mais facilidade”, diz. “Mas não me privo de nada e faço uma vida normal. Depois de épocas de excessos sou capaz de fazer um detox e, com ajuda do treino, sou capaz de perder peso em dez dias. Em janeiro estive o mês todo sem beber álcool ou a consumir hidratos. Perdi quatro quilos.”

Lanche: não come nada.

Jantar: come sopa com caril, coco e noodles de arroz. Também adora sopa de cenoura e gengibre.

O que come e não devia? Hidratos de carbono, como arroz, massa, batata e pão.

O que não pode comer e queria? “Eu posso tudo.”

Carla Pereira, 17

Pequeno almoço, entre as 7 e 8 horas: “Nem sempre tomo”, conta. Gosta de ter saladas de fruta prontas e misturar com aveia e iogurte (não sabe a marca, mas compra no Celeiro). Também gosta de papas de aveia e de ovos cozidos.

Lanche: come sempre uma peça de fruta, como manga cortada às fatias, que leva de casa para a escola.

Almoço, entre o meio-dia e as 14 horas: come saladas, sopas, carnes grelhadas — vermelhas apenas de vez em quando. Adora pepino com quinoa, que tenta comer sempre em vez de arroz. Também gosta de massa integral e batata-doce.

Lanche da tarde: não costuma lanchar, mas gosta de torradas integrais com queijo fresco e abacate. Acompanha com chá detox da Yogi.

Jantar, entre as 20 e 21 horas: prefere coisas mais leves, como batidos ou sopas, com espinafres, pepino, tomate. Também come beringela.

O que come e não devia? “Arroz de pato e cachupa, que a minha mãe faz muito bem. Também adoro nuggets.”

O que não pode comer e queria? “Eu acho que como de tudo por isso não sinto falta de nada.”

Texto de Ana Luísa Bernardino, fotografia de André Abrantes.
Partilhe
Fale connosco
Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado. anabernardino@magg.pt