Casa do filme “Call Me by Your Name” está à venda

A mansão de um dos filmes na corrida para os Óscares não é para todas as carteiras. E uma vida pode não chegar para poupar. Veja as imagens

Não tem piano, nem Elio, nem Oliver. Mas tem jardins, lareiras, muitas salas e frescos no teto.

Há quartos para receber uma equipa de futebol inteira e casas de banho que não deixam ninguém ficar à espera. Há frescos nos tetos. Há lareiras em várias divisões. A casa (ou villa) italiana do filme “Call Me by Your Name” — realizado pelo Italiano Luca Guadagnino, baseado no romance com o mesmo nome, publicado em 2007 pelo egípcio André Aciman — é de cortar a respiração. Quem viu o filme não esquece a biblioteca, os corredores, o jardim ou as salas. Está à venda, mas é para poucos carteiras. Preparado? Está no mercado por 1,7 milhões de euros.

Com quatro nomeações para os Óscares (nas categorias de Melhor Ator, pela performance de Timothée Chalamet na pele de Elio, Melhor Filme, Melhor Guião Adaptado e Melhor Música Original) e com mais 62 prémios ganhos noutras competições de cinema, como os Globos de Ouro ou os BAFTA, conta a história de amor entre Elio, de 17 anos, e Oliver (Armie Hammer), o recém-formado que naquele ano foi seleccionado pelo pai do adolescente — um famoso professor de arqueologia — para ser seu assistente e, assim, passar o verão naquela casa.

Construída em 1500, século XVI, tem 1400 metros quadrados e dois andares. É constituída por catorze assoalhadas, das quais oito são quartos, quase todos com casa de banho privativa — ao todo, a mansão tem sete. Há ainda muitas varandas, terraços e lareiras.

Os corredores são largos, o pé direito é imenso. A estrutura da casa — cuja parte principal e central tem uma planta quadrada — inclui também duas torres, uma de cada lado (nos cantos), e uma ala que, de acordo com a imobiliária de luxo italiana House & Loft, que colocou a casa à venda, é mais recente. Segundo a descrição da mesma, a fachada principal têm um pórtico, “acima do qual há um terraço acessível a partir do primeiro andar.” A entrada faz-se por uma “esplêndida” e grande porta de madeira esculpida com rosas, reforçada por um arco trabalhado em pedra.

Os tetos da casa são de madeira. No salão principal e quartos há ainda frescos, que, de acordo com a mesma imobiliária, foram feitos pelo pintor italiano do século XVI, Aurelio Busso. As escadas centrais da casa (há mais) dão ao centro da villa, onde fica uma adega.

Envolta em dois hectares de espaços verdes (ou seja o equivalente a dois campos de futebol), tem anexados ainda dois edifícios mais pequenos: um do lado oeste e outro à esquerda da entrada.

A mansão — localizada em Moscazzano, na província italiana de Cremona, na região de Lombardy (perto de Milão) — não era nova aos olhos do realizador Guadagnino: “Sempre sonhei comprá-la”, revelou em entrevista à “Architectural Digest“. “Sinto que agora é minha para sempre”, acrescentou. Mas não é. Para criar o cenário para o filme, esvaziou a villa e transformou-a numa casa de uma família intelectual dos anos 80. Agora está à venda para quem a quiser — ou puder — comprar.

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