A brasileira, que é criadora de conteúdo adulto, recebeu a distinção pela “Playboy” da África do Sul.
Ivy Menna tem 60 anos e foi destacada pela “Playboy” da África do Sul como a influenciadora mais marcante do mundo na faixa etária dos 60 anos para cima. A revista realizou um levantamento internacional para mapear criadoras com presença forte no universo de conteúdos para adultos, e acabou por apontar a brasileira como referência absoluta desse movimento.
O anúncio, feito na terça-feira, dia 25, descreve a criadora como uma mulher de “confiança, sensualidade e presença que atravessa o tempo”. Ela recebeu o reconhecimento com orgulho e diz que o título espelha autoaceitação e maturidade. “Sinto-me lisonjeada. Dedico isto a todas as mulheres de 40, 50, 60, 70 anos ou mais. Quando há autoestima, tudo flui. Este prémio nasce disso”, afirmou.
Antes de se tornar figura de destaque nas redes, Ivy Menna teve uma carreira longa no mundo do Direito. A mudança de rumo só aconteceu quando começou a ouvir elogios repetidos sobre a sua imagem. Um comentário captado num microfone aberto, durante uma reunião online, acabou por ser o empurrão definitivo. “Percebi que podia transformar isso num caminho ligado ao empoderamento feminino”, recorda.
A sua ascensão coincide com o crescimento global de criadores com mais de 60 anos, cada vez mais visíveis e influentes na paisagem digital. Mas a notoriedade trouxe também ataques, que a criadora de conteúdos diz já não a atingirem. “A maturidade dá-nos armadura. Leio críticas absurdas e só me rio. O problema nunca é meu”, explicou.
Grande parte do impacto do seu trabalho vem de mulheres que procuram referências de autocuidado e reconstrução da autoestima. Ivy Menna insiste que bem-estar não depende de luxo. “Quando os meus filhos eram pequenos, treinava com sacos de arroz e feijão, usava cremes baratos, cuidava da alimentação. O essencial é a cabeça. A autoestima empurra tudo“, frisou.
Ao tocar temas associados ao universo adulto, confessa ter enfrentado preconceito, muitas vezes vindo de outras mulheres. Ainda assim, diz saber exatamente onde está. “Algumas apoiam, outras criticam. Há quem diga para eu ir lavar a loiça ou ocupar-me dos netos. Isso já não me fere. Trabalho para quem se inspira, não para quem tenta destruir”, rematou.



















