A matriarca do clã Kardashian-Jenner transformou-se no mais recente amuleto da sorte na China, onde milhares de jovens estão a usar a sua imagem para atrair riqueza e sucesso profissional. Saiba tudo.
Num dos fenómenos mais inesperados da cultura digital de 2026, Kris Jenner tornou-se num improvável amuleto da sorte nas redes sociais chinesas. O que começou como uma simples brincadeira no Weibo e no RedNote, facilmente transformou-se numa tendência massiva de “manifestação”, onde a imagem da empresária norte-americana é utilizada como um talismã digital para atrair sucesso e fortuna.
Para a Geração Z chinesa, Kris Jenner não é vista apenas como uma estrela dos reality shows da sua família, mas como uma fonte de inspiração e “energia positiva” para quem procura ascensão na carreira e nos negócios em 2026, segundo explica o influenciador Marcelo Wang num vídeo no TikTok.
A manifestação consiste em partilhar fotos específicas de Kris Jenner como uma espécie de ritual para garantir bons resultados financeiros. A lógica dos utilizadores chineses é baseada na habilidade da empresária em transformar a vida dos seus filhos em impérios chorudos. Para muitos, utilizar a imagem de Kris Jenner como papel de parede ou em publicações de “manifestação” é uma forma de atrair a mesma perspicácia e sorte que a tornaram numa das mulheres mais poderosas do entretenimento.
As publicações, além da foto de Kris Jenner, vêm sempre acompanhadas de pedidos de riqueza e sucesso em projetos pessoais e da hashtag #KrisJenner. O fenómeno transformou as fotos clássicas da empresária em “figurinhas da sorte”, provando que a sua marca pessoal transcende o entretenimento.
A tendência saiu da China tendo mesmo chegado à própria Kris Jenner, que reagiu ao fenómeno, comentando um vídeo viral do criador de conteúdos Marcelo Wang com a sua icónica frase “You’re all doing amazing, sweetie!” (algo como “estão todos a sair-se muito bem, queridos”, em português), que disse a Kim Kardashian, em 2009, quando estava a acompanhá-la numa sessão fotográfica nua para a revista “Playboy”.
Embora esta pareça apenas uma brincadeira da internet, especialistas em cultura digital explicam que este comportamento reflete o pragmatismo da juventude chinesa num mercado de trabalho altamente competitivo. Em vez de ídolos puramente estéticos, os jovens procuram figuras que personifiquem o controlo absoluto sobre o destino financeiro.





