A investigação ao influencer, que disse num podcast que atropelou uma mulher na Amadora, aponta para dois crimes. O relatório final já foi entregue ao Ministério Público.
A investigação da PSP ao atropelamento que aconteceu em 2024, junto ao Bingo da Amadora, aponta para dois crimes que envolvem Tiago Grila. As autoridades propuseram ao Ministério Público que o arguido fosse acusado de ofensa à integridade física e omissão de auxílio.
Este foi um caso que ganhou destaque depois do próprio influencer ter dito num podcast que atropelou uma pessoa e que fugiu do local, embora negue ter tido alguma coisa que ver com o acidente.
Recorde-se que a vítima foi atropelada já depois da meia-noite, quando atravessava uma passadeira com o sinal verde para os peões, tendo ficado inconsciente e com ferimentos graves, entre eles traumatismo craniano, fracturas no braço esquerdo e a perda de dois dentes da frente.
O condutor estaria distraído “ao telemóvel”, o que bate certo com a varsão que Tiago Grila contou no podcast, a 27 de janeiro de 2025. “Não a vi, ia agarrado ao telemóvel. Ouço um estoiro e partiu o vidro e eu apre! Depois vi que ela se levantou. Atenção, calma. A pessoa está viva, calma. Foi só um toquezinho”, disse o tiktoker, que mais tarde veio afirmar que tudo isto não passava de uma invenção própria, embora os factos sejam coincidentes com o atropelamento real.
Foi mais tarde que percebeu o peso das suas palavras, quando o inquérito foi reaberto pelo Ministério Público, visto que as declarações do forcado amador coincidiam com o acidente. Entretanto, Marina Braga, que na altura tinha 29 anos, reconheceu a descrição do acidente feita pelo próprio, referente ao atropelamento que sofreu em janeiro de 2024.
O relatório final já foi entregue ao Ministério Público, que irá agora decidir se arquiva o processo ou se avança com a acusação.