Depois de um erro no transplante, o menino não tem condições para receber um novo coração. A mãe “já se conformou” com a ideia de que o filho não vai sobreviver.
Foi em dezembro do ano passado que Domenico, um menino italiano de 2 anos, fez um transplante de coração que era essencial para a sua sobrevivência, mas nem tudo correu como o esperado. O órgão doado estava danificado e, por isso, a criança está atualmente em estado crítico.
O coração transplantado terá sofrido danos durante o transporte desde o norte de Itália até Nápoles, tendo sido embalado, de forma incorreta, em gelo seco, em vez de gelo convencional, durante uma viagem de cerca de oito horas, segundo o advogado da família.
Depois de muito esforço para se manter vivo, o menino não tem as condições necessárias para ser submetido a um novo transplante. A decisão foi tomada por um painel de especialistas, a 18 de fevereiro, que diz que a condição clínica da criança “não é compatível com um novo transplante”, lê-se em comunicado do hospital de Nápoles, citado pela SIC Notícias.
A mãe da criança, Patrizia Mercolino, já terá aceitado a decisão. Apesar de ainda estar vivo, “a mãe já se conformou com a ideia de que o filho não vai sobreviver” e com o facto de “não poder receber outro transplante”, garantiu Francesco Petruzzi, advogado da família, à porta do Hospital Monaldi, em Nápoles, onde a criança está internada, refere a SIC Notícias.
A mesma fonte confirma que a família pretende consultar todos os registos médicos para perceber o que falhou. “Se o tempo da esperança chegou ao fim, começa agora o tempo da responsabilidade”, acrescentou.
Apesar da tragédia, há quem ainda tenha esperança. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, já garantiu à mãe de Domenico que o Governo está a fazer tudo o que é possível para encontrar um novo coração compatível. Já o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, diz que aguarda pelos resultados dos exames e garante que está do lado da família.
O Ministério Público italiano já abriu uma investigação para ver se a situação do erro no transporte poderia ter sido evitada, sendo que seis seis paramédicos estão a ser investigados.
