O adolescente foi acusado de matar a própria mãe a tiro, a vereadora da Câmara de Vagos, e começou a ser julgado nesta quarta-feira, 25 de março. Saiba tudo sobre o caso.
Susana Gravato, a vereadora da Câmara de Vagos, foi encontrada morta na sua casa na Gafanha da Vagueira, no distrito de Aveiro, a 21 de outubro do ano passado, e o filho, acusado da morte da mãe, já começou a ser julgado.
Menos de 24 horas depois do crime, a Polícia Judiciário deteve o filho da vereadora, por fortes indícios do assassinato da própria mãe.
Mas afinal, o que levou o filho a matar a vereadora e qual a possível sentença? Ainda não se conhecem os motivos que levaram ao crime, mas sabe-se que a mulher encontrava-se no interior da sua residência quando foi atingida por um disparo nas costas de uma arma de fogo, que pertencia ao pai do adolescente.
A vítima foi encontrada mais tarde pelo marido tapada com uma manta da cabeça aos pés. O óbito foi declarado no local, apesar de terem sido feitas manobras de reanimação.
O adolescente de 14 anos tinha um plano de fuga, que acabou por não ser executado devido à sua detenção. O jovem pretendia fugir com um amigo de mota e levar a arma do pai, bem como algum dinheiro que estava no cofre da família, segundo o jornal regional “O Ponto”.
O rapaz acabou por confessar o crime às autoridades e vai começar a ser julgado nesta quarta-feira, 25 de março, no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito de um “Processo Tutelar Educativo pela prática de factos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado”, tal como avança a SIC Notícias.
O julgamento decorre à porta fechada para não promover publicidade, o que significa que as audiências não terão a presença de público nem da comunicação social, exceto na leitura da decisão, que será pública. Quanto ao pai do jovem, poderá assistir à audiência, visto que o filho é menor de idade.
Atualmente, o jovem está a cumprir a medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado e será julgado por um tribunal coletivo constituído por um juiz de carreira e dois juízes sociais — isto é, cidadãos sem formação jurídica específica que foram nomeados para auxiliar juízes de direito em tribunais de família e menores.
O Ministério Público pediu a aplicação ao jovem da medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, que é a sanção mais grave aplicável a jovens entre os 12 e os 16 anos que praticam um ato qualificado pela lei, como crime.