Paulo Pires entra em novo mistério espanhol da Disney+ (e Lisboa nunca pareceu tão suspeita). Saiba tudo

“Terças-Feiras de Morte” é a nova série espanhola prestes a estrear na Disney+, e conta com Paulo Pires (e outros portugueses) no elenco. Leia a entrevista com o ator e saiba mais sobre a produção.

O mercado do streaming tem vindo a adaptar-se cada vez mais àquilo que hoje em dia os consumidores querem ver: romances apaixonados, thrillers inquietantes e mistérios onde o humor também é protagonista – e é precisamente nesta última categoria que se insere “Terças-Feiras de Morte”, a nova série da Disney+ que promete uma história onde nada é bem o que parece. E não é só pela narrativa em si, mas também por tudo o que ela esconde.

“The Beauty”. Tem mesmo de ver a nova série horripilante de Ryan Murphy (que já estreou na Disney+)
“The Beauty”. Tem mesmo de ver a nova série horripilante de Ryan Murphy (que já estreou na Disney+)
Ver artigo

Aqui, Lisboa é o cenário, o vilão, o herói e o mistério onde um elenco maioritariamente espanhol se junta a atores portugueses e procura por respostas. Tudo começa numa excursão até à capital portuguesa, e entre imprevistos e soluções, o Hotel Marquês é o espaço onde tudo irá começar a fazer sentido. Lá, Bruno, protagonizado por Paulo Pires, é o proprietário, e apesar de não ser um dos protagonistas, é certamente uma peça indispensável. 

“Eu fui feliz em tudo porque começou por ser uma janela temporal que era perfeita. Depois comecei a ler e pensei que era impossível dizer não”, começou por dizer o ator à MAGG. “Fiquei muito entusiasmado com o projeto, porque fazer um projeto destes em que a cidade acaba por ser uma personagem foi mesmo muito interessante. Era uma equipa que prometia, uma equipa técnica muito boa, era um texto bastante bem escrito, excelente ponto de partida, portanto era só ter cuidado para não estragar”, disse. 

A sinopse é clara: um grupo de turistas espanhóis embarca na aventura de passar uma semana de férias em Lisboa, mas chega a um hotel a cair aos bocados e, alguns deles, com uma mão cheia de segredos sombrios. No entanto, a viagem rapidamente ganha um rumo sombrio quando um dos turistas é encontrado morto no seu quarto, na manhã após a chegada, e como outros quatro são fãs de suspense e livros policiais, as suas veias de detetives fazem com que comecem a investigar se alguém do grupo será o assassino.

Estas quatro personagens são Alicia (Inma Cuesta), Pura (Ana Wagener), Daniel (Biel Montoro) e Fabio (Alejandro Garcia), que vão assim à procura de pistas para a morte de um dos colegas de viagem, mas que acabam por desvendar problemas maiores na cidade de Lisboa – e quando dizemos que a capital também é uma das protagonistas não mentimos, porque a verdade é que estes quatro detetives percorrem as zonas mais emblemáticas da cidade à procura de respostas. 

“É uma cidade que fica bem na imagem. É cheia de contrastes e de recantos e de características que se enquadram muito bem nesta série, todas as cores e todas as paisagens fazem todo o sentido”, explicou Paulo Pires. Mas no Hotel Marquês continua então Bruno, a sua personagem, sempre à espera dos seus hóspedes e pronto a ajudar – mas com uma personalidade, no mínimo, inquietante. 

“O Bruno é uma personagem um bocadinho esquisita, bastante afetada, mas com graça. Achei que tinha que ser contido, não exteriorizar demasiado, porque o Bruno vive numa máscara e eu acho que nem ele sabe quem é”, admitiu o ator. “É alguém com muitas questões não resolvidas, cheio de mistérios. Talvez alguém que faz terapia há anos e continua igual, sem se conseguir abrir verdadeiramente, mas deu-me muito gozo fazer esta personagem”

Aos olhos do público (e com público falamos em nome próprio, porque já tivemos a oportunidade de ver a série), Bruno é aluado, preocupado, desprevenido, cómico, e, acima de tudo, misterioso. É aquele tipo de personagem em que olhamos e vem logo um sorriso à cara – também é interpretado por Paulo Pires, o que ajuda – por acharmos que vai ser o tonto que nos mete a rir. Mas depois percebemos que, no fundo, algo o incomoda quase desde sempre.

“Há sempre um desafio, que é encontrar a verdade da personagem e não tentar não a transformar num boneco. Às vezes temos receio de exagerar, mas a realidade supera a ficção, e o importante era passar essa verdade e contribuir para a história sem destoar. E acho que a série está muito bem escrita nesse sentido, há um caminho claro, nada é forçado”, explicou o ator. E uma coisa que caracteriza também Bruno é, na verdade, o seu hotel.

“Eu adoro fotografia e aquele espaço dava vontade de fotografar tudo. O trabalho de arte foi espetacular. Aquela decadência com charme, as cores, os detalhes, tudo muito bonito. A equipa toda era muitíssimo boa: arte, guarda-roupa, direção de fotografia. Estava tudo no ponto”, rematou Paulo Pires. O Hotel Marquês é mesmo um dos cenários mais bonitos de toda a série, e assim como o seu proprietário, também o espaço esconde segredos, pelo que é, sem dúvida, uma grande mais-valia. 

E é precisamente entre o humor subtil, os segredos escondidos e uma Lisboa feita de luz (e sombras) que “Terças-Feiras de Morte” se constrói como uma das apostas mais curiosas do streaming no final deste mês de março, uma vez que sai já na terça-feira, 31. Entre personagens imperfeitas, mistérios por resolver e uma cidade que nunca revela tudo de uma só vez, a série convida o espectador a entrar neste jogo de pistas – e, claro, a desconfiar de todos (até do próprio Bruno).

Espreite as fotos.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.
Scroll to Top