Baseada no bestseller de Araminta Hall, “Imperfect Women” é o novo thriller psicológico da Apple TV+ e promete ser a nova obsessão televisiva de 2026. Saiba porquê.
A Apple TV+ reforçou este mês o seu catálogo de originais com a estreia de “Imperfct Women” (ou algo “Mulheres Imperfeitas”, em português), uma minissérie que coloca frente a frente Elisabeth Moss e Kerry Washington. A produção, que está a criar grande expectativa, é baseada no romance homónimo de Araminta Hall.
A trama inicia-se com a morte de Nancy (interpretada por Kate Mara), a amiga que todas consideravam o “elo de ligação” do grupo e o exemplo de uma vida perfeita. O que parecia ser um crime aleatório revela-se rapidamente algo muito mais pessoal. A narrativa vai, por isso, alternando entre o presente, focando-se na investigação e no luto das amigas, e entre o passado, mostrando o que realmente aconteceu nos meses que antecederam o crime.
À medida que a polícia vai investigando, as “camadas” de Nancy caem. Descobre-se que ela tinha uma vida secreta, colocando o marido e outros conhecidos sob suspeita das autoridades. Eleanor (Kerry Washington) e Mary (Elisabeth Moss) percebem também que, apesar dos 20 anos de amizade, todas escondiam ressentimentos e segredos umas das outras.
Através de flashbacks, percebemos que a amizade de 20 estava afinal por um fio. Nancy escondia uma insatisfação profunda com a sua vida doméstica e mantinha um caso extraconjugal que Mary e Eleanor desconheciam. É também após o funeral que Mary fica obcecada com os registos de telemóvel da Nancy e descobre que a amiga lhe tinha ligado várias vezes na noite em que morreu. A culpa consome-a e fá-la desconfiar de todos, incluindo de Eleanor.
Embora o mistério sobre quem matou a Nancy seja o fio condutor, o verdadeiro trunfo desta minissérie é a forma como questiona a intimidade – e sim, prepare-se, porque há cenas bastante “quentes”. No fundo, a história explora aquela ideia desconfortável de que, após 20 anos de amizade, acabamos por criar versões “confortáveis” e seguras das pessoas, decidindo ignorar todos os sinais de perigo que estiveram sempre lá.
E para confirmar o sucesso, temos o frenesim das redes sociais, que foi imediato (e por diferentes motivos). Enquanto uma legião de espectadores admite estar “viciada” em dissecar cada pista sobre o homicídio da Nancy, multiplicando teorias sobre o culpado, outros rendem-se à construção visual da série. A estética imersiva e o cuidado com a imagem são de tal ordem que nos transportam diretamente para o centro deste labirinto psicológico.
Os dois primeiros episódios da minissérie chegaram à Apple TV+ a 18 de março e os restantes seis estreiam-se semanalmente, todas as quartas-feiras, até 29 de abril.
