Inês Costa Monteiro, 25 anos, observa o mundo em constante movimento através da lente da sua máquina fotográfica. Depois de uma carreira no jornalismo fotográfico de lifestyle, decidiu que o melhor era não se limitar às paredes de um escritório ou a um horário das nove às sete. Em março de 2019 tornou-se freelancer, opção que já a levou a fazer trabalhos por Londres, Nova Iorque e São Francisco.

Com formação e carreira em jornalismo, Inês é uma pessoa de histórias. Só que ao invés do texto, é a imagem que serve como veículo daquilo que quer dar a conhecer a quem a segue no Behance ou no Instagram. São histórias suas e do que vê e que agora vão estar, pela primeira vez, numa exposição, a sua primeira a título individual.

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Chama-se Porto Urbano e acontece no Alameda Shop & Spot, naquela que é uma homenagem à cidade na qual “os vários estilos urbanos se cruzam e interligam de forma peculiar”, considera.

Em conversa com a MAGG, Inês explica que a ideia de avançar para este projeto surgiu no final de 2019. “Por motivos profissionais e pessoais, fui ao Porto e comecei a reparar que estava super diferente desde os meus tempos áureos em que corria para o Hard Club para uma boa festa. Comecei a falar disso no Instagram e, passados uns meses, surgiu o convite por parte do Alameda Shop & Spot, que já há algum tempo que estava a desenvolver projetos segundo o mote #atuarte.”

E embora Inês viva atualmente em Lisboa, não tem dúvidas de que o Porto é já a sua segunda casa. Uma casa que, por sua vez, se encontra numa “fase embrionária de desenvolvimento urbano”.

“Comparativamente a Lisboa, ainda se consegue distinguir muito bem o que é novo do que é velho no Porto. Não só em termos urbanísticos, nos prédios ou nas praças públicas, mas também através das pessoas que compõem e dão vida a cidade. Ainda se ouvem muitas asneiras na rua, mas o inglês também se tem tornado comum”, conta.

E continua: “Achei super interessante fazer uma exposição para marcar esta mudança que, embora não seja super nova, ainda está no início quando comparada com Lisboa.”

Para Inês, a beleza do Porto está na forma como “os vários estilos se cruzam” enquanto que em Lisboa as “pessoas dividem-se muito mais por estilo e por gostos.”

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“Quando comecei a frequentar o Porto, comecei a sentir que havia muitas minorias que se cruzam muito bem. O pessoal hipster dava-se com a malta mais sporty, por exemplo. E em Lisboa não sinto que haja tantos pequenos núcleos como há no Porto, que é um centro criativo gigante. No Porto, toda a gente se mistura. Talvez porque a cidade é mais pequena”, conclui.

A exposição Porto Urbano, em exibição no Alameda Shop & Spot entre 10 e 12 de janeiro, é composta por 16 imagens que misturam moda com fotojornalismo. A entrada é gratuita e o objetivo de Inês é apenas um: “Mostrar um olhar fresco para este novo capítulo em que a cidade está a entrar” através de uma abordagem completamente livre de amarras e preconceitos.

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