Chama-se StandardToilet, é uma empresa britânica e está a dar que falar no Reino Unido depois de ter submetido para aprovação a patente para um novo tipo de sanita que impede os funcionários de fazerem longas pausas na casa de banho durante o trabalho. Como? Através da criação de um modelo que seja desconfortável para qualquer pessoa durante longos períodos de tempo.

“Os assentos das sanitas atuais proporcionam uma superfície horizontal. E isto permite que qualquer utilizador se sinta relativamente confortável e durante muito tempo”, pode ler-se no site oficial da empresa. E o problema parece estar exatamente aí.

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É que o produto desenvolvido pela StandardToilet apresenta um ângulo de inclinação de 13 graus. Segundo revelou Mahabir Gill, fundador de CEO da empresa, à revista “Wired”, isto faz com que seja muito desconfortável estar sentado mais do que cinco minutos nesta nova sanita sem sentir tensão nas pernas.

“Os 13 graus não são demasiado inconvenientes, mas não demora muito até que as pessoas queiram sair do assento o mais depressa possível”, explicou. Segundo a mesma publicação, o CEO já está em conversações com várias empresas e serviços que estão interessados em comprar o produto.

Ao jornal “Huffington Post”, Harvey Molotch, professor de Sociologia na Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, diz que a sua reação imediata à submissão para aprovação da patente foi achar que se tratava de um “produto falso”. No entanto, é mesmo real e Molotch diz que este é só mais um exemplo de que a monitorização da ida às casas de banho no trabalho está a ir longe demais.

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“Esta monitorização decorre de uma ansiedade de que as pessoas estejam a usar de forma errada as casas de banho para propósitos diferentes como drogas ou sexo”, lamenta.

E alerta: “Visto que a supervisão direta dos trabalhadores, através de câmaras de vídeo, seria uma invasão indecente dos nossos atos privados, os empregadores controlam os hábitos dos trabalhadores através do equipamento. Em vez de um polícia real, o polícia está construído no próprio equipamento”.