Já deve ter reparado que quando se está a preparar para dormir, a cor do smartphone muda para tons mais quentes e, supostamente, seria para seu bem: dormir melhor. Pelo menos era esse o objetivo do chamado “modo noturno”. Mas de acordo com um estudo divulgado esta segunda-feira, 16 de dezembro, pela Universidade de Manchester, os tons quentes acionados nesse período prejudicam o sono.

Segundo os investigadores, o uso de luzes fracas e frias à noite e de luzes mais quentes durante o dia pode ser mais benéfico para a saúde. Então porque é que os telefones introduziram o modo noturno?

De acordo com o jornal britânico “The Guardian“, a ideia que deu origem às luzes do “modo noite” surgiu há 20 anos, com a descoberta da melanopsina, uma proteína do olho sensível à luz do luz, que regula o relógio corporal.

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Ou seja, de acordo com Tim Brown, que liderou o estudo, naquela altura os cientistas consideravam a melanopsina como “fundamental para detetar o brilho” e era melhor a detetar fotões (partículas elementares de energia luminosa) de comprimento de onda curto, e pensava-se que a luz azul era favorável.

Contudo, o que o estudo revelou é que sim, o brilho é o mais importante para a melanopsina e não, as luz de tons quentes não são menos relaxantes do que as frias — o importante é que a luz seja fraca para não influenciar o sono, e preferencialmente fria. 

Isto porque associamos o amarelo à luz do dia e o azul ao crepúsculo (anoitecer). Por isso, quando chega a hora de dormir, são os tons frios que o nosso relógio corporal associa ao sono.

“A pesquisa já deu evidências de que alinhar os relógios corporais com os nossos horários sociais e de trabalho pode ser bom para a saúde. Usar cores adequadas pode ser a melhor forma de conseguirmos alcançar isso”, conclui o investigador Brown.