Viajar de avião é sempre um momento de alguma emoção já que significa que um novo país ou oportunidade está à nossa espera. Mas até chegar ao destino, temos de partilhar o avião com várias pessoas, por vezes durante horas.

Durante este tempo tudo pode acontecer: alguém tira os sapatos, não se cala durante o voo ou tantas outras situações que não fazem parte da etiqueta, de acordo com uma investigação publicada esta quarta-feira, 11 de dezembro, pela empresa de dados e opinião pública “YouGov“.

Foram várias as perguntas que os investigadores desenvolveram para uma população de 342 pessoas da geração Y (conhecidos como millennials que nasceram entre 1980 e 2003), 319 da geração X (nascidos na década de 60 até ao final dos anos 70) e 412 pessoas baby boomer (que nasceram entre 1946 e 1964) — um total de 1073 adultos americanos.

O objetivo foi perceber o que é que estas gerações consideram que se pode ou não fazer num avião.  Mostramos os resultados.

1. Quanto tempo de conversa é aceitável com a pessoa no banco ao lado?

Neste pergunta, a resposta “conversar muito” foi a que teve uma menor percentagem (5%), sinal de que ser chato com o vizinho do lado não é simpático. De seguida, com 15%, ficou a opinião de que não se deve conversar de todo. 

Num patamar muito semelhante, ficou a resposta “apenas as cordialidades” (35%), como o “bom dia” ou o “com licença” quando precisa de passar para ir à casa de banho, e 32% dos inquiridos considera que não há problema em conversar um pouco.

2. Podemos inclinar o assento?

De acordo com 70% dos inquiridos, este comportamento é aceitável. Mas dentro das respostas a esta questão houve uma menor tolerância das mulheres quanto ao facto de dizer que é completamente aceitável.

Os rendimentos de cada um também têm influência nesta questão: é que as pessoas que ganham mais de 71 mil euros anuais consideraram mais facilmente que este é um comportamento completamente aceitável (41%), ao contrário daqueles que ganham menos de 35 mil euros, correspondendo a 30% das respostas.

3. Sapatos fora. Sim ou não?

O típico “nim”. Mais de metade (55%) dos inquiridos disse que era inaceitável, mas ainda assim uma grande percentagem não vê problema no facto de as pessoas com quem partilham o avião se sintam mais confortáveis ao descalçarem-se.

Os mais tolerantes são os da geração Y que responderam “completamente aceitável” (14%), ao contrário dos baby boomers, mais propensos a dizer que é um comportamento “completamente inaceitável” (38%).

4. E o que acham os viajantes sobre sexo a bordo?

É mais conhecido como “Mile High Club“, que no fundo se baseia em ter sexo no avião. Quanto aos dados, apenas 6% dos adultos inquiridos admitiram fazê-lo, sendo que os homens estão em maioria na estatística (9% vs 2%). 

Apesar de as percentagens serem igualmente baixas, 9% dos pais de crianças menores de 18 anos admitiram ter feito sexo num avião, e 5% corresponde aos pais com filhos maiores de 18. A geração Y, cujas idades são as menores, é a que tem uma percentagem maior e considera mais provável fazer sexo num avião (8%) em comparação com as restantes.