Estávamos em meados de maio quando, em entrevista, a cantora Taylor Swift se recusou a responder à questão de um jornalista da agência de notícias alemã Deutsche Press-Agentur. O jornalista perguntou se com o aproximar do aniversário da cantora, em dezembro, estaria nos planos de Taylor Swift vir a ser mãe “um dia”. A cantora recusou comentar por achar que aquela pergunta só estava a ser feita por ser mulher. “Não acho que os homens seriam confrontados com esta pergunta se estivessem a caminho dos 30 anos. Por isso, não vou responder”, comentou.

Não é, portanto, a primeira vez que a artista critica publicamente aquilo que geralmente é esperado das mulheres em sociedade. E voltou a fazê-lo, desta vez na última edição da revista “People” — a mesma publicação que considera Taylor Swift uma das quatro Personalidades do Ano.

Em conversa, a cantora é assertiva: “Somos mais do que incubadoras. Quanto mais vezes as mulheres forem capazes de falar sobre o desconforto que sentem em situações sociais, mais se começará a normalizar a ideia de que esse tipo de perguntas são rudes.”

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No entanto, e embora conceda que se esteja a assistir a uma mudança no paradigma, a cantora diz que “ainda vai demorar algum tempo até que as pessoas entendam isso.”

E continua: “É bom podermos dizer: ‘Hey, só para que saibas, nós somos mais do que incubadoras. Não tens de fazer uma pergunta dessas só porque alguém se encontra a meio dos seus 20 anos e é mulher.”

Ainda à revista “People”, Taylor Swift diz admirar todos aquelas que têm feito valer a sua voz para fazer passar a mensagem de que envelhecer não é assustador, nem deve ser motivo de vergonha. “Gosto mesmo muito que existam várias vozes no mundo a fazerem-se ouvir sobre o facto de envelhecer não ser um caminho lento para a irrelevância, morte e decadência.”

Taylor Swift partilha o prémio de Personalidade do Ano com Michelle Obama, Jennifer Lopez e Jennifer Aniston.