Ljubomir Stanisic está de regresso às noites de domingo. O programa “Pesadelo na Cozinha” volta ao horário nobre da TVI, apresentando sempre um negócio de restauração em sérios riscos de fechar as portas. O reality show segue a mesma lógica das temporadas anteriores: o chef do Bistro 100 Maneiras toma conta do sítio e tenta salvá-lo, ensinando aos empregados e proprietários aquilo que sabe.

A Apple House, nas Avenidas Novas, em Lisboa, foi a hamburgueria que marcou a estreia da terceira temporada do programa. Como sempre, o chef não teve a tarefa facilitada: da falta de higiene e desordem na cozinha, à comunicação praticamente nula entre funcionários (que não conseguem trabalhar em equipa), Ljubomir Stanisic — aparentemente mais calmo face às temporadas anteriores (ainda que seja cedo para falar) — desesperou tanto que simulou uma chamada para o hospital Júlio de Matos.

Mas há mais. Selecionámos os melhores momentos e protagonistas, assim como os piores. Contámos as asneiras do chef (essas continuam) e ainda as frases mais engraçadas. Exemplo: “Ah, essa é especial, veio de Chernobyl”, disse Ljubomir, acerca de uma frigideira.

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O pior do restaurante

Não sabemos o que é que é pior: se a falta de higiene na cozinha (que incluiu baratas, ainda que à MAGG o proprietário tenha dito que desconfia de que a produção as tenha plantado no local) ou a falta de camaradagem entre a equipa do restaurante. É que se todos trabalhassem em sintonia, talvez a coisa ficasse mais bem oleada — e talvez a cozinha acabasse assim por ficar sempre limpa. Jamil, Wael e Lorena não comunicam bem e estão constantemente a atirar as culpas uns para cima dos outros (ou para cima do proprietário, Júlio).

O melhor do restaurante

A história da Apple House: foi a primeira hamburgueria de Lisboa e, assim, foi também o local onde muitos portugueses provaram, pela primeira vez, este prato americano. O estabelecimento está aberto há 50 anos. Apesar do estado decadente, a resiliência de Júlio em querer salvar o restaurante também é de louvar.

De quem é que gostámos mais

Júlio, o proprietário, partiu-nos o coração. De lágrimas nos olhos, foi sempre o primeiro a assumir as culpas de tudo o que corria mal. Ao longo de todo o programa, foi notória a sua postura humilde, sempre a querer absorver ao máximo os conselhos de Ljubomir Stanisic, sem vergonha de assumir os seus erros.

De quem é que gostámos menos

Lorena não é uma boa colega. Frente às câmaras da produção, não teve problemas em criticar os seus colegas de trabalho, quer em relação à qualidade da comida, quer em relação ao facto de a cozinha estar suja. Foi várias vezes desagradável com os cozinheiros: “Tá limpando isso direito ou vamos passar uma vergonha com isso aí?”, disse aos colegas. E este é mesmo só um exemplo. Até Ljubomir ficou irritado com esta postura: na altura em que ela coloca uma caixa com laranja cortada no balcão que dá acesso à cozinha, este devolve-lhe o tupperware e diz-lhe que faça o trabalho dela e não se meta no dos outros.

O prato da polémica

Da pizza, ao hambúrguer ou pica-pau, Ljubomir odiou tudo o que provou logo no início do programa. Mas o prato que mais polémica gerou foi o ceviche de camarão. Era completamente diferente da receita original e Júlio foi criticado por isso. “Wow, que soco na boca”, disse Ljubomir ao dar a primeira (e última) garfada.

Mas o pior foi quando o proprietário provou o prato e admitiu que também não era capaz de o comer. A coisa piora: o chef encontrou um cabelo, mas Júlio responde que o cozinheiro a trabalhar naquele momento é careca. Ljubomir proferiu então uma das frases mais agressivas do programa: “Pode ser do pipi da minha mulher, mas ela está rapada.”

O momento mais WTF

Ui, nem sabemos por onde começar. Há vários. Mas o queixo caiu-nos quando percebemos que havia uma torneira a correr permanentemente. Sem parar. Ora, há aqui vários problemas: além do desperdício de água atroz, a conta ao final do mês será, assim, substancialmente maior — isto num sítio onde há ordenados em atraso. O melhor (ou pior), é que o chef Ljubomir resolveu a avaria muito rapidamente, trocando apenas uma das peças, que, ressalvou, foi muito barata.

A este momento, somamos mais dois: os ovos dentro de um tacho em água, mas com o lume apagado (ninguém se lembrou de ligar) e ainda as alcunhas que Ljubomir atribuiu a cada um dos empregados: Júlio ganhou um emoji cocó, Wael era “está tudo limpo”, Jamil era “chichi” e Lorena era “a magra” — numa alusão infeliz à sua forma física.

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O momento mais violento

Curiosamente, não foi com Ljubomir Stanisic. O momento mais violento aconteceu entre Júlio e Wael: os dois discutiram porque, sob pressão, Wael ameaçou ir-se embora, dando como pretexto o facto de o proprietário da Apple House não lhe pagar o ordenado.

O momento mais fofinho

Ljubomir e Wael tiveram o diálogo mais querido do programa no momento em que o chef lhe perguntou há quanto tempo é que este não recebia o vencimento. O egípcio, que tem filhos, respondeu: há três meses que não recebia.”És um granda homem, car*lho”, disse o chef.

No final do programa, Stanisic liderou também um dos momentos mais emotivos: revelou que iria pagar um ordenado a cada funcionário. “Ljubomir muito bom”, disse Jamil.

O que falha na higiene do restaurante

Bom, segundo aquilo que vimos, basicamente tudo. Havia gordura entranhada em todos os cantos da cozinha: nos armários, nos fogões, no balcão onde se cozinha, nas grelhas. De forma a salientar este aspeto, o chef mostrou a sua mão a colar-se a um fogão e colou — sem cola — vários guardanapos ao cabo de um eletrodoméstico.

Quem disse mais palavrões?

Ljubomir Stanisic, óbvio. Ao todo, foram 41.

As frases mais engraçadas

“Quantas pessoas deram um peido aí dentro até rasgar a cadeira”, disse Ljubomir, ao ver uma cadeira com o forro rasgado.

“Wow, que soco na boca”, disse o chef, assim que provou o ceviche.

“Pode ser do pipi da minha mulher, mas ela está rapada”, disse Ljubomir ao encontrar um cabelo no ceviche.

“Claro que precisam de ajuda — ou de porrada”, disse o dono do Bistro 100 Maneiras.

“Quem é que trincou o falafel antes de mim?”, questionou, quando viu uma irregularidade no hamburguer de falafel.

“A minha boca é de filho da p*ta, mas ainda percebo alguma coisa de comida”, disse o chef.

“Compravas um balde de 20 litros e incendiavas isto tudo”, disse Ljubomir, na cozinha.

“Se comida de cozinheiro sai assim, p*ta que pariu o cozinheiro”, disse o chef.

“Já não me lembrava que isto era assim, acho que vou ter de ir à farmácia comprar um comprimido”, disse Ljubomir.

“Ah, essa é especial, veio de Chernobyl”, disse Ljubomir acerca de uma frigideira.

“Havia um filme genial que é o ‘Lost in Translation’. É onde eu estou agora”, disse Ljubomir, enquanto estava na cozinha com os outros funcionários.

“Há anos que não via um teatro assim tão bom”, disse, em tom de gozo, Ljubomir.

“Tou sim, chamada, sim? Júlio de Matos, é preciso internar?”, disse o chef, enquanto fingia que estava a ligar para o hospital de Lisboa.

“This is kitchen man, not jungle”, disse o chef, seguindo-se o tema dos Guns N’ Roses.

“O prato está todo cuspido de tanta discussão em cima dele”, disse Lorena, enquanto Júlio discutia com os funcionários, na cozinha.