Sara Dorado, de 31 anos, é espanhola, mas sempre teve um pé em Portugal. Afinal, foi em Badajoz que instalou há oito anos a sua loja de roupa vintage. E ainda que continue de portas abertas, decidiu avançar uns quilómetros para abrir em Lisboa a Flamingos, o primeiro espaço do País de roupa vintage ao quilo.

A marca não é nova e está espalhada em lojas por toda a Espanha e também Estados Unidos. Sara decidiu trazê-la a Portugal porque, tal como nos diz, “Portugal é vintage, Lisboa é vintage”.

É em plena Baixa da cidade, na Rua dos Douradores, que encontra a Flamingos que, aliás, tem como vizinhos umas outras quantas lojas do género, como a Outra Face da Lua e a Electric Tiger Vintage Shop.

A diferença aqui é que seja qual for a peça que escolher, na etiqueta vai ter apenas o preço por quilo. Para saber o valor final, tem que levá-la até ao balcão e metê-la na caixa de madeira que está em cima da balança.

Flamingos Vintage Kilo

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Morada: Rua dos Douradores, 168, 1100-207 Lisboa
Telefone: 966 404 950
Horário: 10h-19h30 e 11h-19h30 ao sábado e domingo

Os preços podem ser de 13€, 24€ ou 39€ por quilo. “Ah, mas de certeza que põem as peças mais leves com o valor mais alto”, pensamos nós. Mas não. Tudo depende do material e do estado do coordenado. No entanto, Sara garante que, no geral, os preços na Flamingo, por serem ao quilo, são sempre mais vantajosos do que os das lojas de venda convencional.

Fizemos o teste e pusemos na balança umas calças da Levi’s, com um preço de 24€/quilo. Resultado: 14,52€. Também experimentámos com um blazer oversize, que ficaria a 19,80€, uma camisola de malha custaria 12,60€ e um vestido leve não passa os 8€.

11 fotos

Mas de onde é que vem tanta roupa antiga? Sara esclarece que, além de doações de pessoas, o mundo do vintage vive muito do stock de lojas antigas que fecham. É por isso que aqui falamos de vintage e não de segunda mão. Sara pega em duas camisas de flanela de homem e comenta: “Estas, por exemplo, nunca foram vendidas. É por isso que ainda têm a etiqueta original e até aquele resguardo de plástico no colarinho”.

Para breve, Sara tem já planeado ações e eventos ligados a todo este mundo do reaproveitamento até porque, como defende, o “vintage não é só roupa, é uma filosofia de vida”.