Começamos por evitar conflitos. De acordo com o nosso amigo Priberam, o feminismo é um “movimento ideológico que preconiza a ampliação legal dos direitos civis e políticos da mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem.”

Ou seja, não se trata de fomentar o ódio contra os homens, não se trata de segregar. Os radicalismos não são saudáveis, mas a passividade estará longe de ser a solução. Ainda é preciso lutar, porque a realidade é que ainda estamos longe da equidade. É um facto.

Vejamos: em muitas áreas de trabalho, e nos mesmos cargos, as mulheres ainda não recebem tanto quanto os homens. A visibilidade que lhes é dada no mundo das artes ainda é pequena, face aos trabalhos que por elas são criados.

Mulheres nas artes. “Temos de nos esforçar o dobro para dizer ‘Eu estou cá’”

A mulher continua a ser a maior vítima (tantas vezes fatal) da violência em contexto doméstico, como dão conta os dados mais recentes divulgados pelo governo. A própria justiça ainda tem dificuldade em separar-se da tese do “pôr-se a jeito”, em casos de violação. E isto é cá. Se sairmos de Portugal e rumarmos a outros países, damos de caras com contextos infinitamente piores.

Violência sexual contra mulheres. “Duvida-se automaticamente da vítima”

Falar em feminismo é falar na busca por uma sociedade que não descrimine consoante o género, tarefa dificílima se considerarmos que durante séculos e séculos a mulher foi vista como o elemento fraco. Mas houve quem rumasse contra a maré: Patti Smith é um exemplo claro de alguém que foi contra as expectativas que lhe eram impostas, tendo em conta o seu género. Ainda hoje o faz: se pela altura em que se lançou já marcava a diferença por ser uma mulher no mundo do rock, hoje eleva-se em palcos e vai contra o tempo da reforma que às mulheres é invisivelmente prescrito — decidido pelo aparecimento dos cabelos grisalhos e das rugas que dão sinais na cara.

Como ela há mais: Janelle Monáe canta por um mundo mais igual; as artistas Ana e Betânia produzem lindas peças de empoderamento feminino; a página de Instagram Clara Não existe agora na forma de um livro, repleto de ilustrações que semeiam os ideais da igualdade.

Este Natal, aposte num presente woman power. De livros a discos, de T-shirts a meias, sem esquecer o ritual de beleza, as peças de arte ou as experiências, deixamos-lhe 17 sugestões perfeitas para a amiga feminista e, talvez ainda mais, para a amiga menos feminista.

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