“The Book Of Gutsy Women: Favourite Stories Of Courage And Resilience” foi o livro que deu mote à conversa entre Hillary Clinton e Chelsea Clinton, mãe e filha e autoras da publicação que foi lançada a 1 de outubro. A apresentação, que aconteceu a 10 de novembro, no Royal Festival Hall do Southbank Centre, em Londres, contou ainda com a historiadora Mary Beard, que moderou a conversa.

O livro fala sobre as mulheres que inspiraram tanto Hillary como Chelsea e uma delas é Greta Thunberg, a ativista do clima que tem revolucionado a forma como os políticos e a sociedade olham para o ambiente.

“Tem sido fascinante observar quão assustados estão vários líderes em ascensão em relação a esta menina de 16 anos que fala sobre a ameaça das alterações climáticas”, disse a ex-secretária de Estado dos EUA.

Hillary referiu ainda que é impressionante a forma como esta jovem consegue expressar as suas opiniões e quebrar com o “ADN” pré-estabelecido na sociedade.

“Poderia provavelmente pensar em algumas das pessoas que a criticaram [Greta] nas redes sociais e noutros contextos, ligá-las a um detetor de mentiras e dizer ‘não acha que isso é um pouco sexista?'”, perguntou a política norte-americana refletindo sobre a forma como a sociedade vê o ativismo da fundadora do movimento “Fridays for Future“.

Greta Thunberg. Qual o impacto que este mediatismo pode ter na vida de um adolescente?

A filha, Chelsea, também se pronunciou em defesa de Greta dizendo que as pessoas a atacam porque não podem atacar a ciência que explica as alterações climáticas: “De modo geral, a sua verdadeira clareza e coragem e o facto de ser tão ousada e ter um foco persistente no futuro, acho que é incrivelmente ameaçador para muitas pessoas”, disse a filha de Hillary.

De acordo com o jornal “The Independent“, além de Greta Thunberg, o tema de conversa incluiu as preocupações políticas de Hillary quanto ao futuro dos EUA e do Reino Unido.

“Como grande admiradora, estou preocupada porque não consigo perceber o que está a acontecer”, disse Hillary mostrando-se preocupada com a Grã-Bretanha, que sempre admirou.

Já sobre os Estado Unidos, Clinton deixou uma nota sobre Trump: “Temos um presidente que admira os ditadores, aceita a ajuda deles e faz todo tipo de coisas loucas”, conclui.