“Mariana, tenho o artigo perfeito para ti”. Foi assim que começou esta minha aventura. Era uma manhã igual a qualquer outra na redação da MAGG. Os jornalistas começavam a chegar, alguns mais ensonados do que outros, e preparavam-se para perceber sobre o que iriam escrever nesse dia.

Percebi logo que vinha aí qualquer coisa estranha.

“E que tal se viesses trabalhar uma semana de pijama?”, atirou-me a diretora-executiva da MAGG, Marta Gonçalves Miranda. “Pijama?”, perguntei. Naquele momento ainda achava que tinha ouvido mal. “Sim, pijama. Pijama mesmo”, respondeu-me. Ainda achei que fosse brincadeira. Não era.

Por muito que me tentasse escapar, nas semanas seguintes o lembrete estava sempre lá: “Não te esqueceste do artigo do pijama, pois não?”. Na verdade, não. Mas também não era mentira que morria ligeiramente de vergonha de fazer todo o percurso casa-redação-casa em modo pijama.

35 peças giras para andar por casa (e substituir as camisolas rotas e as leggings frouxas)

Numa segunda-feira de manhã, enchi-me de coragem e vesti o primeiro pijama da semana. Comecei com algo discreto para o choque não ser tão agressivo, e até correu bem. Houve quem me dissesse que parecia um fato de treino, e eu compreendo esse lado, mas malta, eu uso mesmo aquilo para dormir. Depois deste primeiro dia, a vergonha sumiu-se e assumi os restantes pijamas.

Houve pijamas a imitar seda cor de rosa e outro às riscas cinzentas e brancas – e aqui ninguém teve dúvida de que se tratava mesmo de roupa para dormir. O resultado foi hilariante. Na rua as pessoas ficaram confusas, recebi muitos olhares de estranheza e não tenho dúvida de que algumas pessoas pensaram que eu tinha enlouquecido. Não tinha. Era apenas um trabalho diferente para a MAGG. Veja o vídeo.