De acordo com um novo estudo desenvolvido em Portugal, mais precisamente na Universidade do Porto, treinar o seu cão através de punições e gritos pode ter efeitos a longo prazo na saúde mental do animal. Segundo o o jornal “New York Post“, até os doces e brinquedos deixam de ser divertidos para cães traumatizados.

Os investigadores do estudo liderado pela bióloga Ana Catarina Vieira de Castro, e publicado a 29 de outubro, estudaram 42 cães de escolas que usavam treinos à base de recompensas e 50 cães de escolas que usavam métodos de aversão (medo).

Segundo o estudo, os animais ensinados através de gritos mostravam valores mais elevados de stresse. Além disso, foi encontrado um nível de cortisol, uma hormona da família dos esteroides, mais elevado na sua saliva.

Os cães que tinham treinadores calmos e gentis eram melhores a desempenhar as tarefas que os investigadores mandavam — como por exemplo identificar a taça que tinha uma salsicha no meio de muitas taças que apenas cheiravam a salsicha, mas que estavam vazias.

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Já os cães que tinham sido treinados mais arduamente eram mais lentos a localizar a salsicha, o que os investigadores interpretaram como uma prova de que as experiências que tinham vivido anteriormente os tinham deixado mais deprimidos.

Os biólogos também analisaram os cães durante os treinos para tentar identificar comportamentos de stresse como lamber os lábios, levantar a pata, uivar e latir.

“O nosso estudo conclui que o treino de animais de companhia com métodos aversivos parece pôr em risco o seu estado de saúde”, afirmam os investigadores.