A MAGG está na Web Summit, a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia na Europa, e ao longo dos quatro dias do evento, vai procurar ideias e startups que se apresentam no Parque das Nações, em Lisboa, com a promessa de mudar as nossas vidas num futuro próximo. Desta vez, falamos-lhe da Smart Break.

Mas, antes, alguns dados assustadores. Um em cada quatro adultos é sedentário, avançou em 2018 a Organização Mundial de Saúde. O custo da inatividade física é, a longo prazo, muito caro: é geradora de doenças, nomeadamente a diabetes, a depressão, doenças cérebro-cardiovasculares, oncológicas e respiratórias, aumentando exponencialmente o risco de mortalidade, avança o Serviço Nacional de Saúde. A curto prazo, os efeitos manifestam-se no desenvolvimento de problemas físicos, que quase sempre resultam em dor.

Esta startup vai mudar a minha vida. A Netflix das viagens que o quer pôr a percorrer a Europa

A resposta para o problema do sedentarismo é óbvia: fazer atividade física. Mas como combater este mal, se até nas nossas empresas ele está enraizado? Como deixar de ser sedentário se, forçosamente, passamos horas a fio sentados em frente a computadores (não raras vezes em posições que estão longe de ser as mais corretas)?

Os funcionários da empresa de IT finlandesa Raisoft sabem bem o que é isto: sentiram no corpo as consequências da inatividade, conta à MAGG Johan Boholm, co-fundador da Smart Break, uma dos negócios com representação nos stands de startups da Web Summit.

Os técnicos de IT da Raisoft sentiam dores nas costas, dores no pescoço, como consequência dos longos períodos sentados à secretária. As chefias não ficaram indiferentes ao problema e procuraram um potencial remédio. É assim que nasce a Smart Break, um serviço de saúde e de bem-estar, que tem como objetivo combater o sedentarismo e devolver o equilíbrio ao corpo de quem se mexe pouco nos locais de trabalho.

Como? É simples e rápido. Este software gera mini treinos que devem ser realizados, idealmente, duas vezes ao dia no escritório. “Introduzimos isto no coffee break: primeiro o exercício e depois o café. Como é rápido e são movimentos simples, não há o problema de se transpirar muito e ser preciso de tomar banho.”

O plano só dura três minutos e inclui sempre três movimentos (que vão mudando diariamente), de três tipologias, projetados em vídeo e pensados pela fisioterapeuta Maria Paananen: para exercitar a parte superior do tronco, a parte inferior e ainda com a componente cardio.

“Começámos por introduzir isto na empresa, mas só tínhamos os planos escritos num papel. Depois decidimos criar um protótipo e percebemos que era muito bom, que era um produto real e foi aí que começámos a vender para outras empresas”, explica Boholm.

De acordo com o co-fundador da Smart Break, além de melhorar o estado de saúde dos funcionários da empresa, a Smart Break aumentou a produtividade, melhorou as relações entre as equipas, assim como estimulou a cultura da empresa.

Tendo em conta os resultados positivos, a Raisoft decidiu partilhar o conceito com outras empresas, comercializando a SmartBreak no universo das corporações. “A SmartBreak pode ser comprada para a empresa toda, mas também pode ser adquirida apenas para os departamentos que sofrem mais com o sedentarismo”, explica.

Bem representados nos nórdicos europeus, estão agora à procura de chegar a outros locais do planeta. “Já vendemos o produto a cerca de 15 empresas, na Finlândia e Suécia. Queremos expandir o nosso negócio a outros países, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos”, explica, ressalvando que o serviço pode ser comprado para Portugal.

Para quem achar que três minutos é demasiado tempo, há um plano de apenas dois minutos (exclui a componente de cardio). Está ainda disponível um período de teste gratuito de 21 dias.