Web Summit

Esta startup vai mudar a minha vida. E se nunca mais tivesse de enviar um currículo?

Está na Web Summit, é portuguesa e é a única app no mundo a querer acabar com os CVs. Chama-se Hire Me e quer pôr os candidatos a fazer vídeos para se apresentarem às empresas.

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Madalena Ferreira e João Henriques são os fundadores da plataforma que, embora muito recente, tem recebido "feedback muito positivo"

Samuel Costa/MAGG

Madalena Ferreira e João Henriques são os fundadores da plataforma que, embora muito recente, tem recebido "feedback muito positivo"

Samuel Costa/MAGG

A MAGG está na Web Summit, a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia na Europa, e ao longo dos quatro dias do evento, vai procurar ideias e startups que se apresentam no Parque das Nações, em Lisboa, com a promessa de mudar as nossas vidas num futuro próximo. É o caso da Hire Me, uma startup portuguesa recém-lançada no mercado que quer acabar com os currículos e tornar o processo de recrutamento mais humano e digital.

É que o processo de recrutamento e de procura de emprego pode ter tanto de complicado como de pouco moderno. E o problema é quase sempre este: um candidato desloca-se até uma empresa de currículo na mão que, na maior parte das vezes, vai acabar esquecido no meio de tantos outros ou no lixo. Mas caso chegue às mãos do recrutador, os problemas continuam. É que aquelas folhas de papel obrigam a uma linguagem muito específica, demasiado formal e até limitada — na medida em que não permite que um candidato se apresente à empresa tal como é na verdade.

O recrutador também sai a perder, já que fica sem perceber quem é realmente o candidato e de que forma poderá ou não ser uma boa contratação para a equipa. É a pensar em todas essas questões que Madalena Ferreira e João Henriques oferecem uma possível solução.

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Os dois jovens empreendedores estão este ano na Web Summit para dar a conhecer a sua startup que, dizem, promete revolucionar todo o processo de recrutamento e torná-lo “mais humano”.

Chama-se Hire Me, é totalmente gratuita e assume-se como uma plataforma que pisca o olho ao mundo contemporâneo e moderno. Como? Substituindo o papel dos currículos pela apresentação digital, através de vídeos imediatos e curtos que servem como um pitch às empresas a que se candidatam.

O método de funcionamento não podia ser mais simples: uma vez feito o download da aplicação (disponível para Android e iOS), o utilizador cria o seu perfil e grava um vídeo com o máximo de um minuto de duração que deverá ser entendido com um pitch onde explica por que será uma boa aposta na empresa.

Depois, a ideia é que identifique, através de várias hashtags, todas os seus interesses, competências sociais e técnicas. É através delas que os recrutadores terão acesso aos perfis dos candidatos, que podem ou não vir a ser contactados para a posição a que se apresentaram.

Segundo Madalena Ferreira, com quem a MAGG conversou durante a Web Summit, a ideia de criar esta plataforma surgiu com o objetivo de estar atento ao mundo contemporâneo e humanizar o processo de procura de emprego. “Achamos que os currículos são muito limitadores, na medida em que promovem uma linguagem muito específica que as pessoas têm de usar.”

O problema, continua, é que nessa linguagem não cabe tudo aquilo que é uma pessoa. “Num currículo nunca é possível dizeres tudo sobre ti. Isto é especialmente verdade se estiveres numa fase da tua vida em que ainda não tiveste oportunidade de ser tudo aquilo que achas que consegues ser, em termos pessoais e profissionais”, explica.

A app está disponível para iOS e Android e permite que os candidatos se apresentem através de um vídeo. A ideia, explicam os fundadores, é que seja tão fácil como fazer um Story do Instagram

Samuel Costa/MAGG

Talvez por isso a componente de apresentação em vídeo lhes tenha feito sentido assim que começaram a desenhar a plataforma. Segundo João Henriques, um dos fundadores, a possibilidade de criar um vídeo de apresentação passa precisamente por garantir que o processo “se torne o mais rápido, humano e transparente possível”.

“Quisemos desde início que esse pitch em vídeo fosse simples, rápido e fácil de se fazer, tal como um Story do Instagram”, mas excluindo os filtros e os efeitos especiais. Até porque, reforçam Madalena e João, a ideia aqui é que “a pessoa se apresente de forma humana e realista”.

Do lado das empresas o método de utilização também é simples — termo que parece marcar o ADN da Hire Me. “Os recrutadores têm acesso a um motor de busca avançado que procura pessoas através das hashtags. Depois disso, podem clicar nos perfis e entrar diretamente em contacto”, explica João Henriques.

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Esse contacto acontece sempre fora da aplicação, garante o fundador. É que um utilizador pode tornar públicas, no momento em que se regista na plataforma, todas as redes sociais em que está inscrito para que o contacto de possíveis empresas pode ser feito por lá.

E embora a Hire Me seja recém-nascida neste mundo das startups tecnológicas, até porque foi lançada ao público na semana passada, ambos os fundadores garantem que o feedback “tem sido muito positivo”.

“Lançámos a plataforma na semana passada e já contamos com mais de 40 empresas e mais de 570 candidatos registados na plataforma. Isto mostra-nos que as pessoas olham para a Hire Me como uma necessidade que até agora não estava a ser preenchida no mercado”, explica Madalena Ferreira, que não esconde o orgulho de ter o nome associado à única app no mundo que se propõe a acabar com a era dos currículos impressos.

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