Já ninguém tem dúvidas quanto aos benefícios do exercício físico. Agora, essa verdade ganha ainda mais força com a publicação de um estudo chefiado pelo professor Zeljko Pedisic, da Universidade Victoria, em Melbourne, que indica que basta correr apenas uma vez por semana para reduzir o risco de morte prematura. Esse risco diminui, precisamente, 27%.

“Reduções significativas no risco de mortalidade podem ser esperadas para qualquer dose de corrida, mesmo que feita apenas uma vez por semana”, explicou ao “The Sun” Zeljko Pedisic, depois de ver a sua investigação publicada no jornal “British Journal of Sports Medicine

A investigação analisou o comportamento de 230 mil pessoas durante períodos que iam desde os cinco até aos 35 anos, e constatou que as que praticam desporto regularmente reduzem o risco de ganhar doenças cardíacas em 30% e a probabilidade de desenvolverem um cancro em 23%. O estudo focou-se em atividades de baixa intensidade como uma corrida de baixa velocidade. Segundo o jornal australiano “The Sydney Morning Herald“, aqueles que correram mais rápido não obtiveram um benefício maior. O ritmo de corrida de 9,5km/h — o  equivalente a correr um quilómetro em pouco mais de 6 minutos— foi considerado suficiente para ajudar a combater o  risco de morte.

O investigador da Universidade Victoria indicou que correr está associado a benefícios como a redução de obesidade, hipertensão e aumento do colesterol. Protege ainda contra doenças cardiovasculares, cancro e auxilia no equilíbrio.”Mesmo aqueles que o fazem poucas vezes, como uma vez por semana, podem ter benefícios na saúde“, afirmou Zeljko Pedisic como consta o jornal “The Sun”.

O professor admite que tem esperança que o estudo incentive as pessoas a começar a exercer uma atividade física, principalmente pelo facto de ter conseguido provar que basta uma corrida de 50 minutos uma vez por semana para se verem os resultados. No entanto, alerta para a falta de relação direta entre a prática de exercício físico e a impossibilidade de aparecimento de problemas de saúde. “Estamos a falar de diminuir o risco, isso não significa que cada pessoa, pessoalmente, beneficiará com isso da mesma forma. É um jogo de probabilidades”, rematou. Além disso, lembra que o efeito não é imediato, o que significa que pode haver um nível mínimo de corrida necessário antes que esses benefícios sejam obtidos.