A psicóloga responde

"Acabei a faculdade, ainda não encontrei emprego e começo a ficar deprimido. O que posso fazer?"

A tristeza é essencial para tomar uma decisão sobre o que fazer agora. Confuso? A psicóloga Sara Ferreira descomplica.

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A sensação de derrota parece corroer a autoestima e o senso de auto-competência e importância profissional. Mas há uma resposta

A sensação de derrota parece corroer a autoestima e o senso de auto-competência e importância profissional. Mas há uma resposta

Os leitores perguntam, a psicóloga Sara Ferreira responde. É assim todas as semanas. Saúde, amor, sexo, carreira, filhos — seja qual for o tema, a nossa especialista sabe como ajudar. Para enviar as suas perguntas, procure-nos nos Stories do Instagram da MAGG.

Olá, leitor

Comecemos por encarar os factos: os jovens (até aos 25 anos) são os mais afetados pelo desemprego. São a geração mais qualificada de sempre em Portugal e a que mais sofre no acesso ao mercado de trabalho. A taxa de desemprego é mais do dobro da dos seus antecessores, sendo que atualmente a mesma (a taxa) ronda os 20% entre os 15 e os 24 anos, mais do dobro da registada acima dos 25 anos. Para termos uma ideia comparada, a taxa de desemprego em Portugal é de 6,6%, segundo os dados de julho de 2019 do INE.

A sensação de derrota parece corroer a autoestima e o senso de auto-competência e importância profissional, o que pode abalar uma pessoa (jovem ou não) por muito tempo.

Não sei, de facto, se o leitor está a ficar “deprimido”, mas “depressivo” talvez. Para entender melhor a diferença que existe entre uma “simples” tristeza e uma “não-tão-simples-assim” depressão (uma e outra não são a mesma coisa), sugiro que leia este artigo que escrevi aqui na MAGG e, em caso de dúvidas, recomendo-lhe desde já que procure ajuda profissional para um diagnóstico o mais correto possível (é essencial!).

Bom, relativamente ao facto do leitor ainda não ter encontrado “esse” emprego ou “esse” empregador, é caso para dizer: “How I wish you were here”…?

É, não é? Pois é. Mas calma, rapaz! Contrariamente ao senhor da imagem, pelamordedeus não se queime! E muito menos se queime por dentro com as labaredas do sofrimento e da vitimização. Se não, acompanhe-me aqui que no fim talvez saia mais animado (e motivado).

Esse estado mais abatido ou “deprimido” de que me fala, antes de mais (antes sequer de qualquer dica ou orientação para a ação) deverá ser considerado, no sentido disto: o que é que esta “tristeza” me está a sinalizar?

Ao contrário do que nos transmite a nossa sociedade atual, o papel da tristeza deverá ser tudo menos desvalorizado. E porquê? Descubra neste vídeo que fiz, e que lhe disponibilizo em baixo, no qual lhe revelo qual é a função que a tristeza ocupa nas nossas vidas e quais são os passos fundamentais para acabar com a tristeza prolongada e assim prevenir uma depressão.

Sim, é que — por incrível que pareça — a tristeza tem um lado positivo e negá-la ou disfarçá-la pode ser a fonte de sérios problemas. Por isso, num comentário mais genérico e completamente spoiler do vídeo, talvez o leitor perceba que essa tristeza eventualmente lhe indique que neste momento da sua vida seria benéfico um maior aprofundamento acerca de, por exemplo, o que é que o leitor quer ou não quer, o que gostaria de fazer ou não e onde almeja chegar. E pôr-se a mexer! Então, vamos lá.

Coloque uma sinalética devidamente afixada no outdoor da sua existência e diga às pessoas (e ao futuro emprego ou aos futuros empregadores) mais ou menos o seguinte: “Desculpe(m)-me o incómodo, mas estou em período de introspeção séria e construção pessoal para melhor atendê-lo(s)”. E ponha uma data, com princípio e fim, para este período de maior recolhimento interno, chamemos-lhe assim. Tal como exemplifiquei no meu vídeo acima, colocar-se esta data previne que o seu abatimento se prolongue indefinidamente no tempo, o que poderia abrir portas para se instalar, progressivamente, um tipo de humor seriamente deprimido.

“A minha namorada quer viver comigo mas eu não me sinto preparado. Como é que lhe digo isto sem terminar a relação?”

E isto para quê? Meu jovem, porque não faz sentido estar na flor da idade e a sentir-se aniquilado por esta questão. Tem o mundo inteiro à sua frente e aquilo que julga ser o fim de tudo poderá ser apenas um começo!

É, assim, importante que o leitor viva este momento como o início de algo, que efetivamente é. E para que este verdadeiro começo se dê da forma mais auspiciosa possível, permita-se um tempo recomposição necessária até que os sentimentos mais ‘deprê’ desandem, antes do mais. Um período (sei lá, de 1 semana, 2 semanas, 1 mês?!) até que o fogo da sua esperançosa juventude substitua as tais chamas da auto-comiseração. Até que a sua coragem pessoal volte a florescer, enfim, o tempo desse processo é muito variável, mas seria indispensável para os passos a seguir.

Existem pessoas com uma personalidade mais resiliente que podem atravessar a fase crítica inicial de uma fase de desemprego em algumas semanas, do completo abatimento até que um sorriso vitorioso volte ao seu rosto. Já outras pessoas com pessoalidades mais rígidas e melancólicas podem ficar tempo de mais nesta briga interna.

Se for esse o caso, isso não é saudável, pois o leitor talvez esteja a colocar outras coisas em jogo nessa “perda” ou “fracasso” que não a própria coisa (o facto) em si… Ou seja, é como se aproveitassem um “velório” para chorar todas as suas perdas ou sentimentos de menos-valia pessoais. Para quem deposita toda a sua sensação de bem-estar no trabalho a sequela é mais dolorosa. E porquê?

Porque existe um grande engano na nossa cultura que é associar o valor que alguém tem pelo emprego que possui ou por quanto ganha. Gostaríamos de gostar das pessoas pelo que elas são, mas no fundo o que ela faz profissionalmente implica na forma como a admiramos. Por isso, basta uma pessoa não ter emprego (e nem um salário) para começar a percecionar-se e a tratar-se a si mesma com auto-desprezo.

Mas e o porquê de tudo isso? Porque a mente, quando desconectada do que “faz” (mas nem sempre o que se “faz” define uma pessoa pelo que ela “é”) pode entrar num ciclo de mal-estar e assumir uma posição de fracasso ambulante. E com isso indentificamo-nos excessivamente com o que fazemos ou temos, esquecendo que acima de tudo somos “seres” humanos e não “afazeres” humanos ou “teres” humanos.

Humanos, “apenas” humanos… portugueses ainda para mais. 😉 Julgamos não ter  remédio, mas o remédio está em nós… adoramos uma boa ilusão, mesmo que ela nos amachuque. E porém… uma crise pode ser uma bênção para qualquer pessoa, para qualquer nação.

“Tenho medo de sair da minha zona de conforto. Como é que luto contra isso?”

Todas as crises trazem progresso e a criatividade nasce da angústia. O maior inconveniente das pessoas e das nações é a preguiça com que eles tentam encontrar as soluções para os seus problemas.

E isto para lhe dizer o quê, querido “jovem-recém-licenciado-desempregado-e-eventualmente-deprimido” (mais algum rótulo, por hoje?)? Que vivemos num mundo onde o ter não tem limites e o ser é ignorado; numa sociedade que confunde a árvore com o bosque.

Porém, ao longo da jornada a que chamamos de vida, inúmeros acontecimentos fazem com que nos debrucemos nessa pergunta: “E agora? O que é que eu faço?”. A resposta imediata é sempre algo entre “Que se f*%a, vou dar um jeito!” e “Vou desistir antes de começar e ver no que vai dar”.

Regra geral, temos uma falsa ilusão de que ao completar 18 anos se inicia a vida adulta, já que somos responsáveis legais pelos nossos atos. Muitos acham-se semi-prontos e ao completarem a faculdade o ciclo de suposição fecha-se e nada mais precisa ser feito para avançar, já que os estudos e a vida profissional, para a maioria, parecem estar traçados. Neste artigo que escrevi aqui na rubrica falo um pouco mais acerca disto.

Grande engano. O processo, na verdade, é bem mais gradual, variando bastante para cada um de nós. Psicologicamente, a maior parte das pessoas não está formada com os pré-requisitos básicos que uma vida emocional adulta exige. Porém, tal como desenvolvi neste artigo de resposta à questão de outra leitora, a chave para o sucesso de uma pessoa parece ter cada vez mais a ver com a sua atitude e não tanto com a sua inteligência.

De acordo com um importante estudo da Universidade de Stanford, a atitude positiva de um jovem ou adulto pode ajudar muito mais do que o seu QI (quociente de inteligência), tanto no que tem a ver com uma boa preparação para o mercado de trabalho (eu diria mesmo, para a vida em geral!), bem como nos aspetos que mais predizem (e predispõem) as suas capacidade de obtenção de emprego e progresso na carreira, mesmo em face a mudanças tão aceleradas como as que vivemos nos tempos presentes.

Continuar uma fase (de sucesso ou insucesso) é sempre mais fácil do que dar uma guinada e recomeçar um caminho de interrogações e medos que nos trazem ansiedade, desconforto, mesmo quando o começo se pode observar todos os dias pela janela. A propósito, se quiser saber como sair da sua zona de conforto, não perca as dicas e orientações que ofereço aqui neste outro artigo.

Caríssimo, desistir já de um pleno começo? A motivação pessoal é tudo. Portanto, se você está desempregado, mude a sua postura. Não diga: “estou desempregado”. Diga e pense antes: “estou em busca de novas oportunidades ou disponível para crescer!”.

No que toca ao percurso profissional, as certezas, na realidade, congelam-nos.

Olhe aqui o exemplo deste outro rapaz.

Luke Skywalker: de morador do deserto a piloto de X-Wing que se fez jedi para se tornar herói da rebelião contra o império. Mais recomeços do que isto é impossível.

Logo… “Shine on you crazy Diamond!” Leu bem: “shine on you” e não “shame on you”…

Então, e como fazer esta transição (na verdade, nada mais do que uma correçãozinha básica de mindset ou “configuração mental”)?

Do seu ponto de vista atual, “desempregado” e talvez com poucas perspetivas adiante, o seu futuro pode parecer desesperador. Mas essa perceção não é verdadeira. Há barreiras, sem dúvida, mas elas estão lá para serem ultrapassadas pelo leitor e somente pelo leitor. O mundo não funciona da maneira como lhe ensinaram quando era criança. Lide com isso e comece a envolver-se com a realidade à sua volta, tal como ela é, usando inteligência emocional, astúcia e charme.

Investir no desenvolvimento pessoal  e no equilíbrio e gestão emocional poderá ser uma excelente opção na vida de cada pessoa.

Neste meu outro vídeo, que poderá ver em baixo, dou-lhe alguns exemplos (reais) de aprendizagens (não formais) que todos sem exceção deveríamos ter, mas que infelizmente ainda não fazem parte dos currículos oficiais das Escolas, e que se mostram absolutamente decisivas quando caminhamos pela Escola na qual todos estamos matriculados: a Escola da Vida.

Porque tanto ou mais do que “saber fazer” hoje em dia (e cada vez mais) o que mais importa para o verdadeiro sucesso de uma pessoa na sua vida é “saber ser”.

Descubra mais neste vídeo e perceba, por exemplo, porque é que num futuro próximo (que já existe) permeado por ominipresentes processos e automatizações, as competências pessoais e comportamentais farão toda a diferença.

Agora olhe aqui para mais esta bonecada (desta feita, rabiscada por uma amiga multitalentosa)

Sissi Malva de Moura (http://jessi-aleal.blogspot.com/)

E responda-me: já pensou que é possível começar por construir a sua carreira enquanto espera pelo emprego dos seus sonhos?!

Isto é o mesmo que perguntar: ao iniciar o seu percurso profissional, o leitor acha que deve dedicar-se ao emprego dos seus sonhos ou agarrar o que “aparecer”?

Esta pergunta é ardilosa, pois a resposta, longe de “conclusões” prévias, poderá ser: “depende, talvez um pouco de ambos”. Há valor a ser desempenhado por quase todas as funções; portanto, enquanto você procura pela correspondência ideal, pode eventualmente pagar as contas (se já as tiver) com trabalhos que ofereçam uma (ou mais) de três coisas: experiência, credibilidade/valorização curricular ou remuneração.

Será que deve desistir do seu sonho profissional simplesmente porque não ainda não conseguiu encontrar o emprego “certo” neste momento? Dificilmente.

O mais engraçado é que damos aos recém-licenciados muitos conselhos bem-intencionados do tipo: “Segue os teus sonhos! Encontra a tua paixão! Faça o que gostas! Faz a diferença no mundo!” (Ah, e já agora, desencanta algum dinheiro a fazer isso).

No entanto, há algo nesta questão que geralmente ninguém lhe diz. Paixão, amor, sonhos, impacto – estes são termos inebriantes para as pessoas que se lançam (por conta de outrem ou por conta própria) no mercado de trabalho, pela primeira vez, mas que geralmente as levam a encarar pilhas de dúvidas… e dívidas.

E embora ninguém aqui queira anular os sonhos das pessoas como o leitor – existem muitas evidências de que “seguir a sua paixão” costuma ser um péssimo conselho, e isto porque encontrar um trabalho que uma pessoa ame 100% do tempo é ilusório para a grande maioria de nós.

No entanto, a verdade é que o leitor precisará das habilidades e dos conhecimentos certos para conseguir o “emprego dos seus sonhos”. Portanto, procure funções que permitam criar uma experiência relevante. E considere empregos em empresas com ótima reputação, mesmo que o trabalho em questão não seja, de início, o seu objetivo exato. Ter uma empresa de topo no seu currículo fará com que você se destaque agora e no futuro. E, claro, às vezes você só precisa de um salário. Quando tudo o mais falhar, faça o que for necessário para aplicar esta “receita” no seu conjunto.

Porque — sejamos sinceros — nem sempre é possível saber o que uma pessoa quer fazer da vida quando está com 20 e poucos anos. De uma forma geral, é raro conhecer alguém que já soubesse exatamente o que queria ao escolher a faculdade e, na vida real, ainda pode permanecer nesse terreno aí uns 10, 20 ou mesmo 30 anos depois!

É altura de reformular a discussão para os recém-licenciados. Em vez de reduzir as suas expectativas ou desistir dos seus sonhos, expanda a sua perspetiva, retire alguma pressão do processo e aceite que há valor e aprendizagens a partir de quase qualquer trabalho que lhe confira algum (ou vários) dos três critérios que em cima mencionei (experiência/valorização/remuneração).

Avalie as oportunidades, não com base em se elas são “certas” ou “perfeitas” para suas metas de longo prazo, mas se o leitor ganhará algo agora que também seja útil mais tarde.

A poesia de que “os nossos sonhos tornar-se-ão realidade se batalharmos” compõe-se disto mesmo, para além de que dá um belo filme de sessão da tarde.

Por isso, abasteça-se dos seus recursos pessoais, prepare o milho e o óleo com que untará a sua panela resistente e deixe-se pipocar (e saborear) por entre as seguintes sugestões de filmes de ação (paralela):

1. Pare de se comparar com as outras pessoas

A sério, pare com isso agora mesmo. Não fique a ruminar que outras pessoas têm trabalho enquanto o leitor está desempregado — isso não o vai ajudar a arranjar um. Cada pessoa tem a sua trajetória e as suas oportunidades, e consigo não será diferente.

2. Mantenha-se produtivo

Um erro de muitas pessoas que estão desempregadas é render-se ao ócio. Gastam o tempo “livre” para pôr as séries da Netflix em dia, jogar videojogos, ‘YouTubar’, ‘Facebookar’, etc. Trate a sua procura por um trabalho como se fosse um emprego! Isso irá mantê-lo mais motivado e produtivo (e menos depressivo). O leitor, nesta situação, tem o privilégio de  poder por e dispor da coisa mais “cara” e importante na vida de qualquer ser humano: o seu tempo! Então, escolha sabiamente de que forma o vai aproveitar. Para isso, tenho mais umas sugestões…

3. Planeie a carreira que quer ter

Comece por fazer o planeamento da sua carreira: entenda quais são os seus objetivos, o que você pode fazer para alcançá-los e (pode parecer cliché, mas não é) defina aonde quer estar daqui a cinco anos. Como disse Nietzsche, “aquele que têm um ‘porquê’ enfrenta quase todos os ‘como’”.

4. Continue a estudar e recicle os seus conhecimentos

O que não falta na internet hoje em dia são cursos gratuitos e materiais para estudar. Aproveite o seu tempo para desenvolver novas habilidades que poderão agregar mais valor ao seu currículo, aprofunde-se nos conhecimentos exigidos para o cargo que você almeja ocupar no futuro, aprenda um novo idioma, por exemplo, ou faça até cursos grátis de empreendedorismo, disponíveis por aí. As possibilidades são infinitas e o leitor (bem como a sua mente) só tem a ganhar ao aprender coisas novas.

5. Veja diariamente as vagas e oportunidades disponíveis na internet

Acompanhe as notícias sobre as empresas que se estão a expandir ou a mudar para sectores de atividade que tenham que ver com o seu plano de carreira e seja pró–ativo. Hoje em dia apenas enviar o seu CV não chega, destaque-se e telefone para a empresa a propor uma entrevista ou a oferecer mesmo alguma palestra ou ação que lhe“abra as portas”nesse meio. Se marcar entrevista, fale acerca do que gostaria de contribuir para o sucesso da empresa nesta nova atividade ou expansão.

6. Tenha uma atividade voluntária

Assim o leitor manter-se-á ocupado, sentindo-se “útil”, competente e socialmente valorizado, além de que isso enriquecerá o seu currículo e ainda lhe permitirá conhecer novas pessoas e, quem sabe, futuras oportunidades de trabalho.

Encontrar um emprego é uma atividade tão importante e ativa como qualquer trabalho que o leitor desenvolva. Acima de tudo, mantenha o foco nos seus objetivos.

Há aspetos negativos numa situação de desemprego, mas também há aspetos positivos, como a possibilidade de permitir adquirir maturidade para o desempenho da profissão.

O facto de estar desempregado com certeza influência negativamente a sua autoestima, mas o leitor não é apenas um ser que trabalha, com certeza possui diversas qualidades, competências e habilidades. Como vimos antes, o primeiro passo é conhecer-se melhor, saber quais são os seus pontos fortes e fracos e utilizar isso para procurar um emprego.

Um psicólogo tem as ferramentas necessárias para que você se conheça melhor e consiga potencializar as suas qualidades e fortalecer os seus pontos fracos. Desta forma, aumentará em muito a probabilidade de novas oportunidades de trabalho aparecerem.

Quando falamos em desemprego, falamos em questões de (baixa) autoestima e com isso pode vir a depressão, sendo que muitas vezes estas coisas misturam-se. Porém, é importante compreender que estar desempregado não é necessariamente sinal de fracasso profissional ou mesmo pessoal e muito menos a razão motriz de se estar deprimido. Ainda que se encontre um trabalho e o humor deprimido reduza por um tempo, a depressão é uma doença e não se resume a estar triste.

Planear, lutar e agarrar as oportunidades com unhas e dentes. Poder até amedrontar-se com os obstáculos, mas nunca fugir deles ou dar-lhes as costas. Valorize a sua jornada. Quanto maior o seu auto-conhecimento, o planeamento e a iniciativa em ativá-los, melhor será o resultado da sua vitória.

E se por acaso, no imediato, esta vitória almejada não aconteça, não se importe demasiado. Pelo menos, e por agora, serviu para adquirir a maturidade para da próxima vez, alcançá-la. E este é o segredo de tudo.

Até para a semana!

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