A indústria do álcool pode estar a pôr em risco as mulheres grávidas. Pelo menos é esta a conclusão de um estudo publicado na revista “Journal of Studies on Alcohol and Drugs”, onde vários investigadores argumentam que não são claras as informações sobre os efeitos que o consumo de álcool pode ter durante uma gravidez.

A equipa de investigadores diz ter analisado 23 sites oficias de empresas especializadas no comércio de álcool, e concluíram que muitas delas tinham menor probabilidade de informar para os riscos do Síndrome Alcoólica Fetal — uma condição que pode ser desenvolvida nos bebés caso a mãe consuma álcool durante o período de gestação.

Segundo se pode ler no mesmo estudo, os investigadores concluíram ainda que essas mesmas empresas têm menores probabilidades de aconselhar mulheres gravidas a não beberem e promovem a ideia de que não há certezas dos riscos a que as futuras mães estão sujeitas em caso de consumo.

“Durante a gravidez, é preferível beber uma cerveja sem álcool a um refrigerante”

Segundo a associação Tommy’s, especializada em melhorar a qualidade de vida de todos os recém-nascidos, “não há um nível de consumo de álcool que possa ser considerado seguro.”

“Ao beber álcool, as toxinas passam do sangue da mãe pela placenta para o bebé e, por isso, a medida mais segura é não beber de todo. É especialmente recomendado que não seja consumido qualquer tipo de álcool nos primeiros três meses de gravidez já que este é período de grande desenvolvimento e crescimento do feto.”

Face aos resultados obtidos, a equipa de investigadores responsáveis pela recolha de informação conclui que a quantidade de conteúdo presente nos sites oficiais de algumas destas empresas constitui um risco para a saúde de mulheres grávidas — precisamente porque existe a “disseminação de desinformação”.