Desde agosto que Ângelo Rodrigues está internado no Hospital Garcia da Orta, em Almada, pela alegada toma de injeções de testosterona que resultaram numa infeção grave. Depois de ter dado entrada de urgência, a figura pública foi submetida a várias cirurgias e chegou a estar em risco de amputação da perna. A situação foi melhorando e, em comunicado, a Glam, agência do ator, confirmou a saída do hospital.

“Vimos por este meio informar que Ângelo Rodrigues já teve alta hospitalar. O ator irá dar início ao tratamento de fisioterapia na próxima semana”, divulgaram esta quinta-feira, 24 de outubro. “O regresso ao trabalho será ainda este ano, na SIC.”

Agora segue-se um período de recuperação. Sem grandes informações relativamente aos tratamentos, a MAGG falou com Nuno Anjinho, fisioterapeuta na Clínica Lusíadas Sacavém, para perceber como se espera que decorra este processo.

Ainda que o relatório médico do ator não seja público, o problema e os tratamentos aos quais foi submetido fazem com o fisioterapeuta acredite que “se trata de uma disfunção do membro inferior por lesão tecidular e imobilização com dor e fraqueza muscular a vários níveis”. No que diz respeito às sessões de fisioterapia, explica, o que se pretende é que o ator recupere rapidamente a sua autonomia para os exercícios diários.

Ângelo Rodrigues está “totalmente recuperado”

“O que se preconiza nesta fase será o controlo da dor (queixas álgicas) e exercícios de força, utilizando as mais diversas posições (decúbitos), sem ou com movimento (exercícios isométricos e isotónicos respetivamente), com carga externa e o próprio peso do corpo (exercícios calisténicos) com o objetivo de, associado ao treino de equilíbrio e marcha, restaurar a função do membro em causa.”

O processo de recuperação não é igual para todos os pacientes e poderão surgir eventos inesperados durante o período de tratamento, que atrasem o processo. Mas “fundamentado em normas de orientação clínica”, o fisioterapeuta aponta para um período entre os três e os seis meses de recuperação. No entanto, diz, mais importante do que a quantidade das sessões, é a regularidade com que são feitas. 

Relativamente à informação avançada em comunicado de imprensa, o regresso de Ângelo à novela da SIC “Golpe de Sorte”, está confirmado para este ano. À MAGG, Anjinho explica que tudo “depende da intensidade do papel ou de uma possível adaptação deste”. Ainda assim, e seguindo as regras estipuladas para este caso, o tratamento vai levar no mínimo três meses. Portanto, o ator só deveria regressar à televisão, em plenas condições, em janeiro.

Depois de ter ultrapassado a pior fase da sua vida, Ângelo está livre de perigo mas, segundo o especialista, ainda que recupere toda a sua autonomia, “voltar completamente à sua autonomia inicial, isso ainda não é possível”. Este período que vai deixar marcas “físicas e psicológicas”, possivelmente para sempre.