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Criança de 9 anos acusada de incendiar a própria casa e matar cinco familiares

O alegado crime aconteceu em abril e provocou a morte de três crianças e dois adultos. Recentemente, Kyle foi diagnosticado com vários problemas mentais.

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Kyle Alwood transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Kyle Alwood transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Kyle Alwood, uma criança de 9 anos recentemente diagnosticado com vários transtornos mentais, foi ao tribunal de Illinois, nos EUA, esta segunda-feira, dia 21 de outubro, por alegadamente ter incendiado a própria casa intencionalmente. O caso remonta a abril e provocou cinco vítimas mortais, três crianças e dois adultos. Todos dormiam quando as chamas começaram a consumir a casa.

A mãe, Katie Alwood, sobreviveu ao incêndio, mas não conseguiu salvar os dois filhos, Ariel e Daemeon Wall, com 1 e 2 anos, respetivamente. No fogo também morreu o noivo, Jason Wall, 34 anos, a sobrinha de 2 anos, Rose Alwood, e a avó de 69 anos, Kathryn Murray.

No incêndio morreram os dois irmãos, a prima, o noivo da mãe e a bisavó

Segundo a CBS News, Errol Barnett, correspondente do canal de televisão que estava no tribunal, conta que o advogado de Alwood teve de explicar à criança o significado de vários termos durante a acusação, como “alegado”, “incêndio criminoso” e “residência”. De acordo com Barnett, a mãe de Kyle abandonou o tribunal a chorar e atualmente está num hospital em Chicago por problemas médicos não especificados.

O incêndio terá começado quando estavam todos a dormir

Desde o incidente, a mãe de Kyle, Katie Alwood, foi atingida por uma ordem de restrição para a impedir de falar sobre o caso. No entanto, acabou por partilhar com a CBS News que o filho tem um transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e que o juiz deve ter em consideração a condição mental do filho.

Estão todos a olhar para ele como se ele fosse algum tipo de monstro. As pessoas cometem erros e é isso que é. Eu o perdoo. Eu amo-o“, acrescenta.

Já a irmã de Alwood, cuja filha morreu no incêndio, não tem a mesma opinião e explica à CBS News que  o menino deve enfrentar a justiça pelas suas ações. “Eu acho que ele deveria ir ao Juvie [centro de detenção de menores]. E depois do Juvie para a prisão. Porque, no final do dia, quer ele quisesse ou não, ele sabia o que o fogo fazia”.

A audiência de julgamento vai acontecer a 22 de novembro.

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