Martha Truslow Smith tinha apenas 14 anos quando lhe começaram a aparecer os primeiros cabelos brancos. Tal como tantas outras mulheres que se deparam com este “problema”, a adolescente começou a recorrer a tintas para disfarçar os grisalhos. Com o passar do tempo, porém, percebeu que esta não era a melhor opção para a saúde dos seus cabelos.

Os cabelos brancos são associados a mulheres mais velhas. Mas toda a gente sabe que não há uma idade específica para os fios começarem a perder a sua cor natural. Porque é que isso tem de ser um “problema”? Porque é que não podemos apenas aceitar os cabelos brancos e sentirmo-nos bem com isso? Foi exatamente o que Martha, hoje com 26 anos, fez. Mais: para incentivar outras a juntarem-se a ela, em 2016 criou um movimento numa página de Instagram a que deu o nome Grombe.

A página soma mais de 140 mil seguidores e é dedicada a homenagear os cabelos brancos e cinzentos em diferentes formas — sempre com o objetivo de combater estereótipos e alterar padrões de beleza.

No perfil da conta pode ler: “Uma celebração radical do fenómeno natural dos cabelos grisalhos. Está a ficar grisalha? Todos os envios para consideração: [email protected] (inclua seu IG)”.

Qualquer mulher com cabelo grisalho, independentemente da idade, pode enviar uma selfie ou fotografia. As publicações vêm acompanhadas por uma pequena descrição que explica a razão que as levou a abandonar a tinta — momento que parece assustar a maioria das mulheres — e de como as suas vidas mudaram depois disso. E ao contrário do que possa pensar, estas mulheres afirmam que estão mais felizes do que nunca com o seu novo visual.

A página tem criado uma onda de partilhas nas redes sociais e levado várias mulheres a publicarem fotos com a cor natural dos seus cabelos.

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Mas Truslow Smith afirma que não quer que a conta seja vista como um julgamento a quem pinta o cabelo. Aliás, a jovem reforça que existem muitas razões para esconder os brancos, como por exemplo a autoconfiança. No entanto, explica à “VOX“: “Estou a abordar as mulheres que realmente se sentem envergonhadas ou podem até ter alergias à tinta de cabelo, mas continuam a fazer isso. Eu quero perguntar porquê”.

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