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Príncipe André acusado de participar em orgia com nove jovens

A mulher que esteve envolvida no alegado abuso sexual do milionário Epstein pede que investiguem o caso novamente — e acusa o príncipe britânico André de também ter participado.

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A orgia terá acontecido na ilha privada de Jeffrey Epstein conhecida como a ilha das orgias

Getty Images

A orgia terá acontecido na ilha privada de Jeffrey Epstein conhecida como a ilha das orgias

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Virginia Roberts Giuffre, uma das alegadas vítimas sexuais do milionário Jeffrey Epstein — que se suicidou na prisão a 10 de agosto, onde aguardava julgamento pelas acusações de tráfico sexual de menores — afirma que o príncipe André, duque de Iorque, participou numa orgia com nove jovens na ilha privada de Jeffrey Epstein, Little St James, nas Ilhas Virgens Americanas.

“Eu tinha 18 anos na altura. Eu, Epstein e outras oito raparigas fizemos sexo”, contou Virginia, conforme cita um dos muitos documentos judiciais que o Channel 4 teve acesso, e que deram origem ao episódio “The Prince & the Paedophile”, do programa “Dispatches“, exibido esta segunda-feira, 21 de outubro, na televisão britânica.

O duque de Iorque já tinha sido acusado de estar envolvido no esquema de tráfico e abuso sexual de menores encabeçado por Epstein. De acordo com a procuradoria do distrito sul de Manhattan, o milionário americano terá criado uma rede para abusar jovens na sua mansão em Nova Iorque.

Virginia afirmou que foi vítima sexual de Epstein quando tinha 15 anos e coagida a participar em atividades sexuais, com ele e com outros homens. A jovem entregou à justiça uma lista das pessoas com quem teve relações sexuais, onde está incluído o nome do filho mais velho da rainha Isabel II, o príncipe André.

Num tribunal da Flórida, em 2015, Virginia assumiu que fez sexo com o duque de Iorque três vezes. “A terceira vez que fiz sexo com o Andy foi numa orgia na ilha particular de Epstein, nas Ilhas Virgens Americanas”, disse. A ilha, que ficou conhecida como a ilha da pedofilia ou a ilha das orgias, tem quase 30 mil metros quadrados.“Sem entrar nos detalhes das atividades sexuais que fui forçada a suportar, houve momentos em que fui abusada fisicamente, ao ponto de me recordar do medo de não saber se ia sobreviver”, acrescentou numa declaração.

Em agosto deste ano, o magnata foi encontrado morto na prisão com várias fraturas no pescoço. Mas segundo a autópsia, não há sinais de crime e Epstein suicidou-se. Virginia afirmou: “Não interessa como é que Jeffrey morreu, mas sim como é que ele viveu. É preciso chegar ao fundo da questão e a todos os que estão envolvidos, começando com Ghislaine Maxwell [ex-namorada de Epstein e filha do falecido magnata Robert Maxwell].”

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Num dos vídeos de investigação que o Channel 4 vai divulgar na noite desta segunda-feira, o canal revelou que Epstein esteve com Virginia pelo menos dez vezes durante 12 anos — e que há registos médicos a suportar as alegações de Virginia. Num dos documentos do Hospital Presbiteriano de Nova Iorque, é possível saber-se que a jovem foi internada a 9 de julho de 2001, após três semanas de sangramento vaginal.

O príncipe André alegou sempre inocência e, em 2015, o tribunal encerrou o caso, considerando as acusações impertinentes. Mas Virginia, que até aparece ao lado do membro da realeza quando tinha 17 anos, pede que investiguem o caso novamente.

O palácio de Buckingham tem estado em silêncio em relação a este caso, limitando-se a declarar que “qualquer sugestão de comportamentos impróprios com menores de idade é categoricamente falsa”.

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