Faz esta segunda-feira, 21 de outubro, duas semanas desde que Rodrigo nasceu em Setúbal. Esta poderia ser uma história de felicidade como tantas outras, mas o bebé nasceu sem olhos, sem nariz e sem uma parte do cérebro. Nada disto era esperado: as ecografias não revelaram nenhuma anomalia e os pais esperavam que o primeiro filho fosse perfeitamente saudável.

Não era. Os médicos sentenciaram que o bebé deveria morrer nas primeiras horas, mas Rodrigo tem dado sinais de luta. Esta segunda-feira completa 15 dias e, segundo fontes familiares, apresenta sinais de esperança.

Para além de respirar sozinho, já consegue alimentar-se sem recurso a uma sonda. “O Rodrigo já mama e bebe através do biberão”, explicou Joana Simão, tia do bebé, ao “Correio da Manhã. A criança encontra-se “estável”, ainda que tenha perdido peso nos últimos dias, adianta.

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Também a madrinha da criança, Tânia Contente, tem sido uma voz ativa no que toca ao estado de saúde de Rodrigo. “Enquanto há vida, há esperança”, diz. “Quem dita como será o dia de amanhã é o Rodrigo. Nós respeitamos”.

O recém-nascido encontra-se internado no Hospital de São Bernardo em Setúbal e, segundo o mesmo jornal, está num quarto à parte rodeado pela família. Rodrigo passou ainda pelo Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, para realizar uma TAC. Com este exame foi possível detetar graves lesões no cérebro.

Os pais do bebé já fizeram queixa contra o obstetra que seguiu a gravidez. Esta será a décima queixa que o Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos recebe contra Artur Carvalho. O médico tem atualmente cinco processos a decorrer, sendo que outros quatro já foram arquivados.