Foi numa conversa com o jornalista Tom Bradby que Meghan Markle confessou que os últimos tempos têm sido duros: “Tem sido uma verdadeira luta”, diz.

No trecho da entrevista divulgado pela “ITV News” (que é parte de um documentário, transmitido este domingo, 20 de outubro), a Duquesa de Sussex fala sobre as dificuldades inerentes — para qualquer mulher, salienta — à gravidez, ao pós-parto e à maternidade. Mas também refere que, no seu caso em concreto, o cenário tem sido particularmente caótico, uma vez que também se vê obrigada a lidar com os constantes ataques mediáticos de que tem sido alvo desde que entrou para a realeza britânica.

“Qualquer mulher, especialmente quando está grávida, está realmente vulnerável. Isso tornou-se um grande desafio. Depois, quando tens um recém-nascido, especialmente para as mulheres, é muita coisa. Então soma isto [pressão mediática] a estares só a tentar ser mãe ou recém-casada.”

Tendo em conta as circunstâncias relatadas, no momento em que Brabdy (que passou dez dias com os duques, na viagem a África) pergunta a Meghan como é que se está a sentir, a duquesa, visivelmente emocionada, responde: “Obrigada por perguntares, porque poucas pessoas me perguntam se estou bem.”

O jornalista diz de seguida: “É justo dizer que é resposta [sobre se está bem] é ‘nem por isso’ e que tem sido uma verdadeira luta?”. Meghan Markle confirma: “Sim”.

A divulgação do trecho de entrevista da ITV gerou uma onda de apoio por parte da comunidade do Twitter, onde começaram a circular posts com a hashtag #WeLoveYouMeghan — incluindo de personalidades conhecidas, como Mia Farrow, Monica Lewinsky ou Jameela Jamil.

“Lembram-se da entrevista de noivado com Meghan e Harry? Vejam como ela era feliz e divertida. Esta é a Meghan antes dos media britânicos iniciarem a sua campanha de ódio. Eu gostaria de ver essa Meghan novamente #WeLoveYouMeghan”, diz uma utilizadora.

“Isto deixou-me tão emocionada. As mulheres grávidas precisam de apoio. Mães com recém-nascidos precisam de apoio. Mães precisam de apoio. Esta mulher está a fazer tudo isso e a sua vida está sob escrutínio 24/7. Ela é maravilhosa! #WeLoveYouMeghan”, diz outra.

Recorde-se que Meghan Markle tem sido vítima de um feroz ataque mediático por parte dos tabloides ingleses, o que levou o príncipe Harry a anunciar, no início de outubro, que o casal iria processar o jornal “Mail on Sunday” e a empresa que o detém, a Associated Newspaper. Em causa estará a publicação de uma carta privada escrita por Meghan ao pai, ato que é acusado de ser intrusivo e ilegal.

No comunicado, o duque de Sussex refere-se a Meghan como uma “das últimas vítimas da imprensa tabloide britânica que faz campanhas contra indivíduos sem pensar nas consequências — uma campanha implacável que escalou no último ano”.

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O príncipe recorda o exemplo da mãe, Diana, que foi vítima do mesmo ataque, tendo o mediatismo culminado com a sua morte, fruto de uma fuga de paparazzi, em 1997, em Paris: “O meu maior medo é que a história se repita outra vez. Eu vi o que é que acontece quando alguém que amo é transformado numa mercadoria ao ponto de já não serem tratados ou vistos como uma pessoa real“, escreveu. “Perdi a minha mãe e agora vejo a minha mulher a ser vítima das mesmas forças poderosas”.

Harry alerta para a necessidade de uma cobertura que não se baseie em mentiras e que resida antes na verdade e imparcialidade: “Existe um custo humano para esta propaganda implacável, especificamente quando é conscientemente falsa e maliciosa, e apesar de termos continuado a pôr uma cara corajosa — como muitos de vocês podem identificar —, não consigo começar por descrever o quão doloroso tem sido.”

Meghan Markle e o príncipe Harry casaram em maio de 2018. Um ano depois, no mesmo mês, foram pais de Archie.