ModaLisboa

Das filas intermináveis ao chihuahua mais fofo do mundo, o melhor e o pior da ModaLisboa

Adorámos o ambiente militar e a preocupação com o ambiente, mas não gostámos dos atrasos e do excesso de pessoas por metro quadrado.

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Não gostámos das filas intermináveis para entrar nos desfiles

Não gostámos das filas intermináveis para entrar nos desfiles

Em época de ModaLisboa, é preciso estar preparado para uma maratona. Com inúmeros desfiles, multidões por toda a parte, ativações de marcas em cada canto, um mercado de roupa aberto a toda a gente e muito, muito mais, é quase impossível estar atento a todos os pormenores deste que é um dos eventos mais importantes da moda portuguesa.

Mas nós conseguimos: entre 11 e 13 de outubro, nada nos escapou. Por isso mesmo, sentimo-nos capacitados para dizer o que é que correu bem e o que é que correu mal nesta 53.ª edição da ModaLisboa. Da preocupação com o meio ambiente à simpatia do exército, há 11 coisas a repetir para o ano — e 7 que precisam de ser melhoradas.

11 coisas a repetir para o ano

1. Os Sunbites gratuitos

Os anos passam e o melhor dos snacks continua presente nas edições da ModaLisboa. Não sabemos dizer até que ponto esta distribuição gratuita faz bem à saúde, até porque os Sunbites são tão viciantes que nos sentimos capazes de comer dez sacos. Mas são tão bons.

2. A preocupação com o meio ambiente

Quase não vimos pessoas a comprar garrafas de água, mas sim a abastecer nos “estafetas” que distribuíam água. Está a ver aqueles jovens que andam pelos festivais de música com cerveja às costas, prontos a encher o copo de quem precise? Na ModaLisboa aconteceu o mesmo, mas era água e gratuita. Se não encontrasse nenhum, havia bebedouros por todo o lado. Achámos a ideia eficaz.

3. O local histórico

As Antigas Oficinas Gerais de Fardamento do Exército, em Lisboa, é um lugar de grande importância para a história portuguesa. Existe há mais de 100 anos anos, serviu como centro de produção de munições para o exército português e hoje é usado para produzir parte das fardas do exército. O local perfeito para um evento destes.

4. O toque army

Além do espaço já ser exótico por si só, pela composição de tanques de guerra e carros do exército, havia militares espalhados por todos os lados. A melhor parte é que eles eram extremamente simpáticos, cumprimentando todos os que entravam e saíam.

5. O animal mais amoroso

Este chihuahua estava a acompanhar a dona em todas as salas de desfile e andava pelo evento a chamar a atenção de toda a gente por onde passava. Um amor.

6. As casas de banho típicas de festival estavam lá — mas em (muito) melhores condições

Apesar de serem portáteis, estavam sempre organizadas e limpas. Não apanhámos fila e muito menos visões do diabo, como infelizmente é habitual neste tipo de instalações sanitárias.

7. O desfile de Nuno Gama

Todos os anos, o estilista supera-se nas suas produções, conceito e temática. Mais do que um desfile, Nuno Gama apresenta-nos uma verdadeira instalação artística. Inspirado em “O Principezinho”, o desfile deste ano foi buscar referências à infância do designer e a atuação dos modelos superou as expectativas.

8. As salas de desfile

Foram adaptadas a partir da decoração do exército e o resultado foi um ambiente cool e industrial ao mesmo tempo.

9. Há cada vez mais marcas portuguesas no Wonder Room 

A ModaLisboa está a dar cada vez mais espaço às marcas nacionais. E isso é incrível.

10. O traje da produção da Modalisboa

Era mesmo giro e tinha tudo que ver com o ambiente.

11. A ação da Uber

Nos três dias do evento,  a Uber disponibilizou 25 minutos gratuitos para voltar para a casa de bicicleta após a ModaLisboa. Uma boa e prática ideia.

E outras 7 para melhorar

1. As grandes multidões para entrar e sair dos desfiles

Eram demasiadas pessoas juntos considerandos os poucos metros quadrados disponíveis. Para sair das salas de desfile era preciso correr para ser o primeiro, ou então esperar que todos saíssem pela porta minúscula. O caos.

2. Não havia muitas opções de comida

Só havia quatro roulottes: uma de comida vegetariana e vegan, uma de pregos, uma de waffles e uma de piadinas. Além das poucas opções, os preços eram elevados.

3. Os atrasos

Chegaram a acontecer atrasos de quase uma hora em alguns desfiles, o que obrigou muitas pessoas a ficarem até bem mais tarde do que era esperado para apanharem o último desfile. Uma aspeto a melhorar.

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4. Demasiada gente para um espaço tão pequeno

Os convidados ficaram apertados e em algumas salas muitas pessoas acabaram por  ficar em pé.

5. As casas de banho ficavam longe

Apesar de estarem sempre limpas, estavam situadas exatamente na ponta oposta da área dos desfiles. Devia ter havido mais do que um espaço para recorrer em caso de necessidade.

6. Faltou informação sobre os desfiles

Acabámos mesmo por perder um dos desfiles por não saber onde era. Fazia sentido ter mais pessoas a prestar auxílio, bem como cartazes afixados nas paredes com todas as informações.

7. O chão desnivelado e com muitos buracos

Era impossível estar de salto alto durante muito tempo — a nossa calçada típica não é propriamente amiga dos fashionistas. Quando tínhamos de percorrer o recinto de um lado para o outro, sentimos saudades do Pavilhão Carlos Lopes, onde decorreu a última edição.

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