Foi no início de setembro que surgiram os primeiros vestígios de petróleo nas praias brasileiras. Neste momento, são já 61 as cidades afetadas, em nove estados do Brasil. A origem do derrame ainda permanece por explicar, no entanto existem suspeitas de que poderá ter sido provocado pela Venezuela. Os ambientalistas estão preocupados: depois dos incêndios na Amazónia, o país enfrenta uma nova crise ambiental. 

O derrame de petróleo que tem navegado ao largo da costa brasileira não tem ainda dimensões conhecidas, mas os ambientalistas temem as proporções da mancha poluente que poderá afetar ainda mais praias. Os danos ambientais ainda não foram estimados, mas já atingiram os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Afinal, a Amazónia não é o “pulmão do mundo”

O que se sabe neste momento é que o petróleo não foi produzido ou transportado pela petroleira brasileira Petrobras, que tem desenvolvido testes para tentar descobrir quem estará por detrás do derrame.

O presidente Bolsonaro falou esta segunda-feira, 7 de outubro, sobre o assunto: “Pode ser algo criminoso, pode ser um vazamento acidental, pode ser um navio que naufragou também. Temos no radar um país que pode ser o da origem do petróleo”. Segundo o jornal “Folha de S. Paulo“, os técnicos da Petrobras apontam a Venezuela como a fonte mais provável.

Os moradores têm sido uma ajuda imprescindível, tanto na limpeza das praias, como na monotorização e alerta de novos avistamentos de petróleo em zonas menos vigiadas. O Instituto Biota de Conservação, especializado em pesquisa científica e conservação de fauna e ecossistemas marinhos, desenvolveu a aplicação BiotaMar onde podem ser registadas ocorrências, através de fotos, e solicitado apoio especializado, caso necessário.

Neste momento a preocupação dos ambientalistas é que o desastre tome proporções semelhantes às da explosão da plataforma Deepwater, que derramou milhões de barris de petróleo no Golfo do México em abril de 2010.